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VIDA SILVESTRE

Ovos apreendidos em Foz já deram origem a 12 filhotes; outros podem nascer até sexta

Aves recebem 11 alimentações por dia no Refúgio Biológico de Itaipu; expectativa é que os demais ovos eclodam até sexta-feira (30).

Publicado em 27/10/2026 às 12:16

(Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional)

(Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional)

(Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional)

(Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional)

(Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional)

Já são 12 filhotes de aves silvestres nascidos de ovos apreendidos pela Receita Federal em um ônibus de passageiros em Foz do Iguaçu. Os animais estão recebendo cuidados especiais no Refúgio Biológico Bela Vista, mantido pela Itaipu Binacional, onde equipes trabalham para garantir a sobrevivência das aves.

A apreensão aconteceu no sábado (24), durante uma fiscalização de um ônibus que saía da região de fronteira. Ao todo, foram recolhidos 34 ovos de aves nativas, sendo sete de psitacídeos, grupo que inclui papagaios e araras, e 27 de ranfastídeos, família dos tucanos e araçaris.

Os primeiros filhotes começaram a nascer na madrugada de domingo (25). Até a manhã desta terça-feira (27), 12 ovos já haviam eclodido, com o nascimento de dez aves da família dos tucanos e duas da família dos papagaios.

A espécie exata dos animais ainda não foi identificada, já que os filhotes são muito pequenos. A expectativa dos profissionais é que os demais ovos eclodam até sexta-feira (30).

Filhotes recebem 11 alimentações por dia

Após o nascimento, as aves são encaminhadas para a Unidade de Tratamento Animal (UTA), onde permanecem sob acompanhamento de veterinários e outros profissionais especializados.

Os filhotes recebem alimentação 11 vezes ao dia, entre 7h e 17h, com uma dieta preparada de acordo com as necessidades de cada grupo.

Segundo a veterinária Aline Konell, do Refúgio Biológico, os animais deverão permanecer na unidade por pelo menos 40 dias, mas o período poderá ser ampliado conforme o desenvolvimento de cada filhote.

"Atualmente eles recebem 11 alimentações por dia, das 7h às 17h, e monitoramos as condições de evolução para determinar os próximos passos", explica.

A alimentação também exige cuidados específicos. Os filhotes da família dos tucanos precisam de uma dieta mais rica em proteínas, enquanto os papagaios e araras podem receber uma fórmula comercial apropriada.

"Os ranfastídeos precisam de um alimento com mais proteína, então elaboramos um farelo com uma formulação exclusiva. Já para os psitacídeos é um pouco mais fácil porque existe uma papinha que é vendida comercialmente e pode ser usada", afirma Fabiana Stamm, zootecnista de Itaipu.

Ovos são monitorados antes do nascimento

Os ovos que ainda não eclodiram permanecem em incubadoras que controlam a temperatura e a umidade, garantindo condições adequadas para o desenvolvimento dos embriões.

A cada dois dias, os profissionais realizam um exame chamado ovoscopia, que utiliza uma fonte de luz para observar o interior dos ovos e acompanhar o desenvolvimento das aves.

Também é feito o monitoramento dos batimentos cardíacos dos embriões por meio de um equipamento específico.

O acompanhamento permite identificar possíveis problemas e verificar se os filhotes estão se desenvolvendo corretamente.

Equipe evita contato humano para permitir possível soltura

Um dos principais cuidados adotados no Refúgio Biológico Bela Vista é reduzir ao máximo o contato dos filhotes com as pessoas.

A medida busca evitar o chamado imprinting, fenômeno em que o animal desenvolve um vínculo com o ser humano que o alimenta e cuida dele.

Esse comportamento pode dificultar a adaptação das aves à natureza e comprometer uma eventual soltura.

"Nós não definimos o destino dos animais. Prestamos os cuidados da melhor forma possível para que eles não se acostumem com humanos. Quem vai definir se serão soltos ou não são os órgãos ambientais", explica a veterinária Aline Konell.

O destino dos filhotes será definido posteriormente pelos órgãos ambientais responsáveis, levando em consideração a saúde, o desenvolvimento e as condições de sobrevivência de cada ave.

Enquanto isso, os profissionais de Itaipu seguem acompanhando os nascimentos e os primeiros dias de vida dos animais resgatados do tráfico de fauna silvestre.

Fonte: Portal da Cidade

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