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Nova onça-pintada é flagrada no Parque Nacional do Iguaçu e ganha nome de Estrela

Animal foi registrado por câmeras de monitoramento do Projeto Onças do Iguaçu. Sexo ainda não foi identificado pelos pesquisadores.

Publicado em 26/10/2026 às 16:08

(Foto: Reprodução/Video)

(Foto: Reprodução/Video)

Uma nova onça-pintada foi flagrada no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. O animal, que ainda não havia sido identificado pelos pesquisadores, apareceu nas câmeras de monitoramento instaladas na floresta e recebeu o nome de Estrela. O registro foi divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Projeto Onças do Iguaçu.

Ainda não foi possível identificar se Estrela é macho ou fêmea. O novo flagrante chamou a atenção da equipe responsável pelo acompanhamento das onças-pintadas na unidade de conservação, que abriga uma das populações mais importantes da espécie na Mata Atlântica.

As imagens foram captadas por câmeras automáticas instaladas em pontos estratégicos da floresta. Os equipamentos registram a passagem dos animais sem a necessidade da presença humana, permitindo que os pesquisadores acompanhem seus deslocamentos e identifiquem indivíduos por meio dos padrões únicos de manchas na pelagem.

Quantas onças vivem no Parque Nacional do Iguaçu?

O último censo binacional divulgado, referente a 2024, estimou a presença de 23 onças-pintadas no lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu. Considerando todo o Corredor Verde, que reúne áreas protegidas do Brasil e da Argentina, a estimativa chegou a 84 animais.

Os números mostram uma recuperação importante da espécie. Em 2009, a população estimada no lado brasileiro do parque era de apenas 11 onças-pintadas. Apesar do crescimento registrado ao longo dos anos, o animal continua criticamente ameaçado de extinção na Mata Atlântica.

O Projeto Onças do Iguaçu desenvolve ações de pesquisa, monitoramento e conservação da espécie, além de iniciativas para reduzir conflitos entre os felinos e moradores de comunidades próximas ao parque.

O acompanhamento é realizado continuamente, com o auxílio de câmeras de monitoramento e levantamentos populacionais periódicos em parceria com pesquisadores argentinos.

O aparecimento de Estrela representa mais um registro importante para os pesquisadores. No entanto, ainda não é possível afirmar que se trata de um novo animal na população, já que a onça pode viver na região há algum tempo sem ter sido identificada pelas câmeras.

Fonte: Portal da Cidade

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