Reabilitação Animal
Urutau volta a ganhar chance de voar após receber implante de penas em Foz do Iguaçu
Ave resgatada com fratura na asa passou por procedimento especializado no Parque das Aves, que auxilia na recuperação do voo e evita novas lesões.
Publicado em
09/07/2026 às 10:21
Atualizado em
O trabalho da equipe veterinária do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, deu uma nova oportunidade de recuperação a um urutau resgatado com graves dificuldades para voar. A ave passou por um procedimento especializado de implante de penas, técnica utilizada para restaurar temporariamente a capacidade de voo enquanto ocorre o crescimento natural das novas estruturas.
O animal foi encaminhado ao Parque pelo Instituto Água e Terra (IAT) após sofrer uma fratura em uma das asas. Além da lesão, apresentava diversas penas quebradas, condição que comprometia a sustentação no ar e aumentava o risco de quedas e novos ferimentos.
Segundo a médica veterinária do Parque das Aves, Ligia Oliva, cada caso é avaliado individualmente antes da definição do tratamento.
"No caso deste urutau, além do histórico de fratura, as penas danificadas comprometiam sua movimentação e segurança. O implante foi indicado para favorecer a recuperação da capacidade de voo e proporcionar melhores condições para que ele volte a voar ou planar com segurança", explica.
O procedimento consiste na substituição temporária das penas quebradas por penas saudáveis de outro indivíduo da mesma espécie. Elas são cuidadosamente selecionadas e fixadas nas estruturas remanescentes da ave por meio de técnicas específicas, garantindo alinhamento, estabilidade e o funcionamento adequado durante a recuperação.
Embora penas sejam formadas por queratina, assim como cabelos e unhas humanas, e não provoquem dor quando quebradas, os danos afetam diretamente o desempenho do voo. Por isso, o procedimento é realizado preferencialmente com o animal anestesiado, permitindo maior precisão e segurança durante a implantação.
Após o tratamento, as penas implantadas passam a desempenhar temporariamente a função das originais até que sejam naturalmente substituídas pelas novas penas em crescimento.
Além de devolver a capacidade de voar, a técnica também reduz o risco de acidentes durante a recuperação. No caso do urutau, o implante favorece o fortalecimento da musculatura das asas, melhora a locomoção e aumenta as chances de uma recuperação completa. A ave segue sendo monitorada pela equipe veterinária para avaliar sua evolução.
O procedimento faz parte do trabalho permanente desenvolvido pelo Parque das Aves no atendimento a animais resgatados. Mais da metade dos indivíduos mantidos sob cuidados da instituição foi encaminhada por órgãos ambientais após situações de tráfico, acidentes causados pela ação humana ou perda de habitat.
Além da reabilitação, o Parque atua em programas de conservação, pesquisa científica, reprodução de espécies ameaçadas e educação ambiental, buscando aproximar os visitantes da importância da preservação da Mata Atlântica e da fauna brasileira.
Fonte: Portal da Cidade
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