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REGIÃO LESTE

Seis meses depois, bloqueios da Perimetral Leste ainda afetam comércio e trânsito

Queda no movimento, demissões e acidentes marcam a rotina de moradores e empresários desde a interdição dos acessos.

Publicado em 08/07/2026 às 07:40

(Foto: Portal da Cidade )

Seis meses após o fechamento de três acessos da Perimetral Leste, em Foz do Iguaçu, os impactos da medida continuam sendo sentidos por comerciantes, moradores e motoristas da região leste da cidade. Enquanto empresários afirmam que perderam clientes, reduziram equipes e enfrentam dificuldades para manter os negócios, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fala do aumento de manobras irregulares que têm provocado acidentes na rodovia.

Uma das áreas mais afetadas fica na Rua Francisco Fogaça, no cruzamento com a Avenida Felipe Wandscheer. O trecho, que antes registrava intenso fluxo de moradores da região, perdeu grande parte do movimento após o fechamento dos acessos.

O reflexo é percebido no comércio local. Imóveis estão disponíveis para aluguel, empresas reduziram o quadro de funcionários e alguns empresários já avaliam encerrar as atividades caso a situação não mude.

Em uma padaria da região, o proprietário relata que o movimento caiu cerca de 50%. Segundo ele, o horário do café da manhã, antes o mais movimentado do dia, hoje é um dos períodos mais fracos. A queda no faturamento levou à demissão de três funcionários.

Outros estabelecimentos também enfrentam dificuldades. Proprietários de pet shops, empresas de banho e tosa e prestadores de serviços afirmam que muitos clientes deixaram de frequentar a região por causa do aumento no trajeto. Para evitar perder consumidores, alguns passaram a oferecer serviços de busca e entrega, absorvendo parte dos custos e reduzindo a margem de lucro.

Os comerciantes afirmam que o problema começou após o fechamento dos acessos, realizado há seis meses. Na época, uma vistoria técnica da PRF, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e de outros órgãos concluiu que os pontos apresentavam riscos para quem entrava e saía da Perimetral Leste. A interdição foi adotada como medida emergencial até que fossem implantadas melhorias na sinalização e em outros dispositivos de segurança.

Mesmo após esse período, os acessos continuam bloqueados.

Segundo a PRF, muitos motoristas passaram a realizar retornos e conversões proibidas para encurtar o caminho até os bairros, aumentando o risco de acidentes. Um dos pontos mais críticos fica nas proximidades da Avenida República Argentina, onde manobras irregulares têm sido registradas com frequência e já resultaram em diversos acidentes.

A corporação informou que reforçou a fiscalização e o patrulhamento no trecho, mas destaca que a principal forma de evitar novos acidentes é o respeito à sinalização. A orientação é para que os condutores utilizem apenas os retornos permitidos, mesmo que isso represente percorrer um trajeto maior.

Procurado pela reportagem, o DNIT informou que os bloqueios permanecem por critérios técnicos relacionados à segurança viária. Segundo o órgão, a situação será reavaliada conforme a evolução das condições da rodovia e as análises realizadas pelos órgãos competentes.

O departamento também reconheceu os impactos causados aos moradores, comerciantes e motoristas, mas afirmou que, enquanto as interdições permanecerem, é necessário utilizar os acessos alternativos e respeitar a sinalização.

Sem previsão para a reabertura dos acessos, a região segue convivendo com os prejuízos econômicos causados pela redução do fluxo de veículos e com o aumento das manobras irregulares, que continuam preocupando as autoridades responsáveis pela segurança no trânsito.

Fonte: Portal da Cidade

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