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Bilhão em obras

Foz e região têm 14 grandes obras que somam mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Levantamento do Instituto Água e Terra reúne projetos de infraestrutura, turismo e transporte que estão em diferentes fases de execução e licenciamento.

Publicado em 21/10/2026 às 23:12

Obras do novo Porto Seco, que recebe investimento de R$ 500 milhões e é o maior empreendimento destacado no levantamento do IAT. (Foto: Divulgação)

Foz do Iguaçu e região concentram 14 grandes obras públicas e privadas que, juntas, representam mais de R$ 1 bilhão em investimentos. Os projetos incluem melhorias em rodovias, construção de novos espaços turísticos e ampliação da infraestrutura para o transporte de cargas na fronteira.

O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (20) pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão do Governo do Paraná responsável pelo licenciamento ambiental dos empreendimentos.

Segundo o instituto, as obras estão em diferentes etapas. Algumas já começaram e têm previsão de entrega ainda neste ano, enquanto outras dependem de novas autorizações para sair do papel.

Novo Porto Seco é o maior investimento

Entre os empreendimentos destacados pelo IAT, o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu aparece com o maior investimento individual, estimado em R$ 500 milhões.

O complexo está sendo construído às margens da BR-277, em uma área de 550 mil metros quadrados. A estrutura deverá ampliar a capacidade de movimentação de mercadorias entre Brasil, Paraguai e Argentina.

O empreendimento já recebeu a Licença de Instalação, que autoriza a execução das obras, e tem previsão de conclusão em dezembro deste ano.

Outro projeto importante é o Museu Internacional de Arte Moderna Centre Pompidou, que prevê investimento de R$ 230 milhões. O espaço já recebeu a Licença Prévia, mas ainda aguarda o início do processo de licitação.

Rodovias concentram mais de R$ 300 milhões

As melhorias em estradas da região também aparecem entre os principais investimentos. Segundo o IAT, os projetos viários representam mais de R$ 302 milhões.

Em Foz do Iguaçu, a duplicação da Rodovia das Cataratas, a BR-469, envolve R$ 180 milhões. A obra contempla 8,7 quilômetros entre o acesso à Ponte Tancredo Neves, na fronteira com a Argentina, e a entrada do Parque Nacional do Iguaçu.

Os trabalhos estão na fase final, com previsão de conclusão até dezembro.

Já em Matelândia, a duplicação de 4,7 quilômetros da BR-277 recebe investimento de R$ 73 milhões. A intervenção está na etapa inicial de execução e abrange o trecho entre os quilômetros 652 e 657.

Também faz parte do levantamento o prolongamento da Avenida Beira-Rio, em Foz do Iguaçu. O projeto prevê R$ 18,8 milhões e já recebeu a Licença Prévia, mas ainda depende de outras autorizações para o início da construção.

Outros R$ 250 milhões em projetos estão sob análise

Além das obras que já avançaram no licenciamento, dois projetos em Foz do Iguaçu ainda aguardam a avaliação ambiental do IAT.

Um deles é o novo centro de visitantes da Itaipu Binacional, com investimento previsto de R$ 100 milhões. O outro é a construção do novo Paço Municipal, estimado em R$ 150 milhões.

Nos dois casos, os processos estão em análise para a emissão da Licença Prévia, primeira etapa do licenciamento ambiental.

Nem todas as obras estão liberadas para começar

O IAT explica que a liberação de grandes empreendimentos exige uma série de avaliações antes e durante a construção.

As equipes verificam documentos, fazem vistorias e analisam possíveis impactos sobre o solo, a água, a vegetação e os animais. Dependendo do projeto, também são exigidas medidas para reduzir os danos ambientais.

O processo pode envolver até 20 servidores de diferentes especialidades, que trabalham simultaneamente na análise das informações.

Apesar do volume de investimentos anunciado, o órgão ressalta que os empreendimentos estão em fases distintas. Isso significa que o levantamento reúne tanto construções em andamento quanto projetos que ainda precisam cumprir exigências ambientais.

Os valores divulgados correspondem aos investimentos previstos para as obras, e não a recursos financeiros liberados diretamente pelo IAT.

Fonte: Portal da Cidade

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