Carga tributária
Moradores de Foz já pagaram mais de R$ 211 milhões em impostos apenas no primeiro semestre
Arrecadação cresceu 3,4% em relação ao ano passado. No Brasil, carga tributária já supera R$ 2 trilhões e estudo aponta baixo retorno à população.
Publicado em 02/07/2026 às 10:42
A arrecadação de impostos em Foz do Iguaçu superou a marca de R$ 211,5 milhões no primeiro semestre de 2026. O montante, que reúne tributos municipais, estaduais e federais pagos por moradores e empresas da cidade, representa um crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2025.
O levantamento é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), responsável pelo Impostômetro, sistema que contabiliza em tempo real a arrecadação tributária dos municípios brasileiros.
Entre janeiro e junho deste ano, Foz arrecadou R$ 211.598.025,28, contra R$ 204.549.614,59 registrados nos seis primeiros meses do ano passado.
O avanço acompanha o desempenho do Paraná, que arrecadou R$ 113,7 bilhões em tributos no semestre, também com crescimento de 3,4%. O estado respondeu por cerca de 5,6% de toda a arrecadação tributária do país.
No cenário nacional, o Impostômetro registrou mais de R$ 2,03 trilhões arrecadados entre janeiro e junho. Segundo a ACSP, o brasileiro precisa trabalhar, em média, 149 dias por ano apenas para pagar impostos, considerando tributos cobrados sobre renda, consumo, patrimônio e serviços.
Apesar do aumento na arrecadação, o retorno desse volume de recursos continua sendo alvo de críticas. Um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que o Brasil ocupa, pelo 15º ano consecutivo, a última posição entre os 30 países com maior carga tributária quando o assunto é transformar impostos em qualidade de vida para a população.
O levantamento leva em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e conclui que, embora a carga tributária brasileira seja semelhante à de países desenvolvidos, como Alemanha, França e Reino Unido, os serviços públicos e os indicadores sociais ainda apresentam desempenho muito inferior.
Outro indicador da ACSP, o Gasto Brasil, aponta que as despesas públicas já ultrapassaram R$ 2,32 trilhões neste ano, cerca de R$ 300 bilhões acima do total arrecadado no mesmo período.
Segundo o economista da entidade, Ulisses Ruiz de Gamboa, esse desequilíbrio demonstra que o país continua ampliando seus gastos acima da capacidade de arrecadação, aumentando a pressão sobre as contas públicas.
Entre os tributos que mais pesam no orçamento dos brasileiros estão o Imposto de Renda (IR), ICMS, IPI, Cofins, ISS e IPTU, cobrados nas esferas federal, estadual e municipal e presentes tanto no consumo quanto na renda e no patrimônio da população.
Fonte: Portal da Cidade
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