EL NIÑO
Escolas de Foz terão novos protocolos para temporais, granizo e alagamentos
Rede estadual vai treinar equipes e alunos para situações de vendaval, chuva de granizo, inundações e alagamentos diante do avanço do El Niño.
Publicado em 06/10/2026 às 12:03
As escolas estaduais de Foz do Iguaçu passarão a contar com novos protocolos de segurança para enfrentar situações provocadas por temporais, como vendavais, granizo, inundações e alagamentos.
A medida faz parte de um novo guia preparado pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e pela Secretaria da Educação do Paraná, por meio do Programa Brigadas Escolares. O material será lançado nesta terça-feira (6), às 19h, durante uma transmissão ao vivo pela internet.
A mudança ocorre em meio ao aumento da preocupação com os efeitos do El Niño no Paraná. Segundo nota técnica da Defesa Civil e do Simepar, há risco elevado de eventos meteorológicos severos no Estado, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste, Centro-Sul e Litoral. Entre os fenômenos esperados estão vendavais, granizo, enxurradas e inundações.
Treinamentos entre outubro e novembro
Com os novos protocolos, a rede estadual deverá realizar treinamentos nas unidades de ensino durante os meses de outubro e novembro. A orientação também alcança escolas de educação especial vinculadas ao programa.
Em Foz do Iguaçu, os exercícios deverão levar em conta os riscos específicos de cada unidade. Caberá à direção identificar quais situações representam maior vulnerabilidade para a escola e definir a resposta mais adequada.
O Programa Brigadas Escolares já prevê quatro exercícios simulados de abandono emergencial ao longo do ano letivo. Para 2026, o quarto treinamento está programado para ocorrer entre outubro e dezembro.
Aluno nem sempre deve sair da sala
Uma das principais mudanças é que o procedimento será diferente conforme o tipo de emergência.
Em casos de incêndio, por exemplo, o protocolo normalmente prevê a retirada organizada dos estudantes até uma área considerada segura.
Durante vendavais ou tempestades com granizo, porém, a orientação pode ser justamente permanecer dentro da edificação.
Nessas situações, alunos e servidores devem ficar longe de portas e janelas voltadas para áreas externas. Dentro das salas, a recomendação é permanecer no ponto mais distante das janelas e, quando necessário, buscar proteção embaixo das carteiras, protegendo principalmente a cabeça.
Já em situações de inundação ou alagamento, a prioridade será conduzir os estudantes para os pontos mais altos e seguros da edificação.
Escola deverá avaliar o próprio risco
O guia tem 23 páginas e apresenta um passo a passo para preparar cada tipo de simulado. O documento poderá ser baixado gratuitamente no site da Defesa Civil do Paraná.
Entre as orientações estão a definição prévia de áreas seguras, treinamento dos estudantes e adoção de sinais sonoros específicos para cada situação.
As escolas também deverão acompanhar previsões meteorológicas, boletins de risco e alertas emitidos pela Defesa Civil.
A população pode receber alertas por SMS após enviar o CEP para o número 40199. A Defesa Civil também disponibiliza atendimento e informações pelo WhatsApp no número (61) 2034-4611.
Região Oeste está entre áreas de maior atenção
A preocupação ganha peso especial em Foz do Iguaçu porque a região Oeste aparece entre as áreas do Paraná com maior risco para episódios de tempo severo associados ao El Niño.
Segundo a Defesa Civil, o fenômeno está relacionado historicamente ao aumento da frequência e da intensidade de chuvas fortes, vendavais, granizo e inundações no Sul do Brasil. A nota técnica estadual aponta atenção reforçada para o período da primavera e início do verão.
O Programa Brigadas Escolares existe desde 2015 e é desenvolvido em parceria pela Defesa Civil, Secretaria da Educação e forças de segurança. Até agora, o trabalho vinha concentrado principalmente em primeiros socorros, combate a princípios de incêndio e abandono emergencial de prédios escolares.
O novo protocolo amplia essa preparação para eventos climáticos severos, permitindo que cada escola estabeleça previamente como alunos, professores e funcionários deverão agir em uma emergência.
Fonte: Portal da Cidade
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