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PRÉDIO SUSTENTÁVEL

Novo prédio da UNILA usa madeira, luz e ventilação natural para economizar energia

Edifício deve abrir em novembro e usa madeira, ventilação e iluminação natural para diminuir o consumo de eletricidade.

Publicado em 18/09/2026 às 08:45
Atualizado em

(Foto: Judeley Cesaire/Unila)

(Foto: Judeley Cesaire/Unila)

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) está na fase final da construção de um prédio projetado para consumir pouca energia e produzir parte da eletricidade necessária para o próprio funcionamento. O edifício fica no Campus Integração, em Foz do Iguaçu, e a previsão é que seja aberto em novembro.

Chamado Ombo'éva, que significa “Quem ensina” em guarani, o espaço funcionará como um laboratório para testar novas formas de economizar energia em casas e prédios. Pesquisadores também vão avaliar soluções para melhorar a ventilação, aproveitar a iluminação natural e diminuir a necessidade de equipamentos como ar-condicionado.

O projeto segue o conceito internacional Nearly Zero Energy Building, conhecido pela sigla Nzeb. Em português, significa edifício de energia quase zero. A proposta é simples: reduzir ao máximo a quantidade de eletricidade necessária para manter o prédio funcionando e produzir parte da energia consumida.

Prédio será usado para testes

Depois da abertura, as tecnologias instaladas no edifício serão acompanhadas durante os primeiros dois anos. Os pesquisadores vão medir o consumo de energia e verificar como cada solução se comporta ao longo das diferentes estações do ano.

A intenção é descobrir quais alternativas apresentam melhores resultados e podem ser utilizadas futuramente em outras construções.

O espaço também será aberto a visitantes e terá atividades de divulgação científica, permitindo que a população conheça as tecnologias e entenda como algumas delas podem ajudar a economizar energia.

Projeto recebeu quase R$ 2 milhões

A proposta da UNILA foi uma das quatro escolhidas no país em uma seleção do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), realizada em 2020.

Na primeira etapa, foram destinados R$ 994 mil ao projeto. Posteriormente, a universidade apresentou uma contrapartida de R$ 947 mil, aprovada em 2025. Os valores somados chegam a cerca de R$ 1,94 milhão.

Também foram selecionados projetos da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel).

Madeira, sombra e ventilação

Uma das principais diferenças do Ombo'éva está na própria estrutura. Em vez de depender apenas dos sistemas tradicionais de concreto e alvenaria, o prédio utiliza grandes painéis feitos com camadas de madeira cruzadas.

O material, conhecido como CLT, foi escolhido por ter menor impacto na emissão de carbono quando comparado a sistemas convencionais de construção.

O formato do prédio também foi pensado para aproveitar melhor as condições naturais.

Aberturas na parte superior permitem a saída do ar quente, enquanto outras entradas ajudam na renovação do ar. A estratégia pode reduzir a necessidade de climatização artificial em determinados períodos.

A iluminação natural também foi considerada no projeto. Uma grande abertura voltada para o Sul permite a entrada de claridade com menor incidência direta do sol.

Outra solução será um pergolado coberto por vegetação que perde as folhas em determinada época do ano. Durante o verão, as plantas ajudam a produzir sombra. No inverno, com menos folhas, permitem maior entrada da luz solar.

Ideias poderão chegar a outras construções

O objetivo não é manter as tecnologias apenas dentro da universidade. Os resultados dos testes poderão ajudar no desenvolvimento de soluções mais acessíveis para residências, empresas e prédios públicos.

A expectativa é que, com a ampliação do uso dessas tecnologias, algumas delas também se tornem mais baratas e possam ser incorporadas a novas construções.

Quando entrar em funcionamento, o Ombo'éva abrigará o Laboratório de Conforto Térmico e Eficiência Energética e o Núcleo de Inovação Tecnológica da UNILA.

O local também receberá palestras, atividades de formação e ações de divulgação científica. A abertura está prevista para novembro.

Fonte: Portal da Cidade

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