Portal da Cidade Foz

Filtro inteligente

UNILA conquista primeira patente com sistema inteligente para melhorar energia elétrica

Tecnologia monitora a rede e ajusta filtros automaticamente para reduzir perdas, falhas e danos em equipamentos elétricos.

Publicado em 17/08/2026 às 11:40
Atualizado em

(Foto: Divulgação/Unila)

Um sistema que identifica problemas na rede elétrica e ajusta filtros automaticamente garantiu à Universidade Federal da Integração Latino-Americana a primeira patente de invenção de sua história.

O registro foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial e oficializado em 21 de julho de 2026. A conquista ocorreu mais de seis anos depois de o pedido ter sido apresentado.

A tecnologia pertence à UNILA e foi desenvolvida pelo pesquisador Oswaldo Hideo Ando Junior. O projeto recebeu o nome de Sistema Automatizado para o Gerenciamento da Qualidade da Energia Elétrica.

Como funciona o filtro inteligente

A energia elétrica não precisa apenas chegar às casas, empresas e indústrias. Ela também deve apresentar condições adequadas para que aparelhos e máquinas funcionem corretamente.

Problemas na tensão ou na corrente podem provocar aquecimento, desperdício de energia, perda de desempenho, funcionamento irregular e até danos aos equipamentos.

Os filtros elétricos usados atualmente costumam ser preparados para situações específicas. Quando o consumo ou as características da instalação mudam, o filtro pode deixar de ser a opção mais adequada.

A tecnologia criada na UNILA busca resolver esse problema. O sistema monitora a rede e consegue selecionar, combinar, ligar ou desligar diferentes filtros conforme a situação encontrada.

É como se o equipamento observasse o comportamento da energia e escolhesse sozinho a melhor forma de corrigir as falhas.

O sistema acompanha dados como tensão, corrente, fator de potência e distorções elétricas. Também faz medições antes e depois da correção para conferir se o problema foi resolvido.

Pesquisa levou mais de sete anos

O desenvolvimento da tecnologia foi resultado de mais de sete anos de pesquisa. O trabalho reuniu medição, processamento de informações, automação e diferentes tipos de filtros em um único sistema.

A invenção foi testada em programas de computador e em ambiente controlado dentro dos laboratórios da Universidade.

O pedido de patente foi apresentado ao INPI em 11 de março de 2020. Durante todo o processo, o pesquisador recebeu o apoio do Núcleo de Inovação Tecnológica e Social da UNILA.

A patente recebeu o número BR 102020004813-9 e reconhece que a invenção pode ser usada no setor industrial, além de apresentar uma solução nova.

Tecnologia ainda precisa chegar ao mercado

A concessão da patente não significa que o sistema já esteja disponível para venda. O próximo passo será buscar empresas interessadas em desenvolver a tecnologia e transformá-la em um produto.

Para a UNILA, o registro também abre caminho para que outras pesquisas realizadas dentro da Universidade possam ser protegidas e, no futuro, utilizadas pela sociedade.

A expectativa é que a primeira patente incentive novos pesquisadores e ajude outras ideias a saírem dos laboratórios para chegar às empresas, indústrias e consumidores.

Fonte: Portal da Cidade

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp