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Tríplice Fronteira

Pesquisa da UDC ajuda a definir ações nas fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina

Levantamento gratuito monitora o movimento nas pontes da Amizade e da Fraternidade e serve de base para decisões sobre segurança, turismo e logística.

Publicado em 07/08/2026 às 08:53

(Foto: UDC/Divulgação)

(Foto: UDC/Divulgação)

Os dados que orientam parte das decisões sobre mobilidade, segurança e desenvolvimento da Tríplice Fronteira já estão nas mãos de órgãos públicos e entidades da região. A UDC entregou oficialmente os resultados da Pesquisa das Pontes Internacionais da Amizade e da Fraternidade, considerada um dos principais levantamentos sobre o fluxo de pessoas e veículos entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Realizada anualmente, a pesquisa monitora a movimentação nas duas principais ligações internacionais de Foz do Iguaçu e reúne informações que auxiliam no planejamento de políticas públicas, investimentos em infraestrutura, estratégias para o turismo, logística, comércio e fiscalização de fronteira.

A edição de 2025 mobilizou mais de 400 acadêmicos, professores e colaboradores da instituição. Durante cinco dias consecutivos, as equipes permaneceram em campo por 102 horas ininterruptas para realizar quatro pesquisas simultâneas.

Além da contagem de veículos e pedestres que cruzam diariamente a Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, e a Ponte Internacional da Fraternidade, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, também foram entrevistados viajantes para traçar o perfil socioeconômico de quem utiliza as fronteiras.

Segundo a UDC, todo o trabalho é financiado pela própria instituição e os resultados são disponibilizados gratuitamente. As informações são utilizadas por órgãos públicos e entidades para embasar estudos e decisões voltadas ao desenvolvimento regional.

Os questionários são elaborados em conjunto com instituições que atuam diretamente na fronteira, entre elas Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Marinha do Brasil, DNIT, EPR Iguaçu, ACIFI, COMTUR, CODEFOZ, Fundo Iguaçu, Sindhotéis, Polo Iguassu, Prefeitura de Foz do Iguaçu e os consulados da Argentina e do Paraguai.

De acordo com o centro universitário, a próxima etapa do levantamento começa em setembro, quando será iniciada a edição de 2026. A expectativa é atualizar os indicadores que ajudam a compreender a dinâmica da circulação de pessoas e mercadorias em uma das regiões de fronteira mais movimentadas da América do Sul.

Fonte: Portal da Cidade

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