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Operação Rescaldo

Grupo usava distribuidora como fachada para o tráfico e movimentou R$ 9,2 milhões

Quatro pessoas foram presas e quase R$ 2 milhões em imóveis e veículos foram bloqueados; polícia encontrou R$ 134 mil em espécie.

Publicado em 14/08/2026 às 11:19
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(Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Um grupo suspeito de usar uma distribuidora de bebidas para vender drogas e lavar dinheiro movimentou mais de R$ 9,2 milhões em Foz do Iguaçu, segundo investigação da Polícia Civil do Paraná.

Quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, foram presas nesta sexta-feira (14), durante a Operação Rescaldo, realizada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) na Vila C. A ação contou com apoio de policiais militares e equipes com cães.

Durante o cumprimento dos mandados, uma das investigadas correu para os fundos de uma casa e jogou três celulares e pacotes com drogas em uma churrasqueira acesa. Os policiais conseguiram retirar os materiais ainda em chamas. Os aparelhos e as substâncias foram encaminhados para perícia.

A polícia apreendeu R$ 134.486,45 em dinheiro, 207 gramas de joias, seis veículos, nove celulares, uma balança de precisão e 23 porções de haxixe, que somaram 24 gramas.

Ao todo, a Justiça autorizou 20 ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca, bloqueios de contas bancárias e apreensão de imóveis e veículos. O valor dos bens bloqueados chega a quase R$ 2 milhões.

Câmeras eram usadas para vigiar a polícia

Segundo a Denarc, o grupo mantinha câmeras de segurança ligadas aos celulares dos chefes e usava grupos de mensagens para avisar sobre a aproximação de viaturas.

Quando percebia a presença da polícia, a associação colocava em prática um plano para destruir as provas. Tabletes de crack e cocaína eram jogados em uma churrasqueira mantida acesa dentro da distribuidora de bebidas, apontada como fachada para o tráfico.

A estratégia deu nome à Operação Rescaldo. Na primeira fase da investigação, realizada em 20 de março, os policiais encontraram pequenas porções de crack parcialmente queimadas entre as cinzas da churrasqueira. A droga foi confirmada por perícia.

Imóvel de R$ 220 mil foi registrado por R$ 58,80

A investigação financeira apontou que o casal suspeito de comandar o grupo movimentou R$ 9,2 milhões entre 2021 e 2026, apesar de não possuir fonte de renda legal registrada.

De acordo com a polícia, o dinheiro do tráfico era usado para comprar imóveis pagos em espécie. Nas escrituras, porém, os bens apareciam por valores muito menores do que os preços de mercado.

Entre as seis propriedades bloqueadas está um terreno comercial no Cidade Nova, avaliado em R$ 220 mil, mas registrado por apenas R$ 58,80. Um sobrado avaliado em R$ 400 mil teria sido declarado por R$ 1.188,95.

Também foram bloqueados um lote no Jardim Baifus, quitinetes no Cidade Nova e outras duas casas. Quatro veículos apontados como adquiridos com dinheiro ilícito também tiveram o bloqueio determinado.

Os quatro presos foram encaminhados ao sistema prisional de Foz do Iguaçu e permanecem à disposição da Justiça. A investigação continua para identificar outros envolvidos e apurar os valores existentes nas contas bloqueadas.

Fonte: Portal da Cidade

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