Reconhecimento
Projeto de canoagem de Foz do Iguaçu é reconhecido como utilidade pública
Reconhecimento fortalece projeto de canoagem que promove inclusão social e amplia acesso a recursos e parcerias no Paraná.
Publicado em
18/03/2026 às 02:02
Atualizado em
O Instituto Meninos do Lago (IMEL), de Foz do Iguaçu, conquistou oficialmente o Título de Utilidade Pública no Paraná. O reconhecimento foi concedido por meio do Projeto de Lei nº 23.019, de autoria do deputado estadual Matheus Vermelho, aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador Ratinho Junior.
A nova legislação reconhece a relevância social do trabalho desenvolvido pelo instituto, responsável pelo Projeto Meninos do Lago – Canoagem. A iniciativa utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social, formação cidadã e descoberta de novos talentos.
Autor da proposta, o deputado destacou o impacto do projeto na cidade e no cenário esportivo. Segundo ele, a iniciativa transforma vidas, amplia oportunidades e revela atletas para o Brasil, além de contribuir para o futuro de crianças e jovens.
Para a coordenadora do projeto, Magda Adriana Hida Couras, o reconhecimento estadual representa um avanço importante. Ela afirma que o título fortalece a instituição e amplia as chances de conquistar apoio para aquisição de equipamentos, participação em competições e manutenção das atividades.
Com o novo status, o IMEL passa a ter mais possibilidades de firmar parcerias, convênios e captar recursos, o que deve contribuir para a ampliação das ações em Foz do Iguaçu.
Fundado em 2011, o Instituto Meninos do Lago é uma entidade de prática desportiva criada com apoio da Federação Paranaense de Canoagem e da Confederação Brasileira de Canoagem. Ao longo de 14 anos, o projeto se consolidou como referência nacional na formação de atletas e na inclusão social por meio do esporte.
Entre os nomes revelados está a canoísta Ana Sátila, destaque internacional da modalidade. Atletas do projeto também acumulam conquistas em competições nacionais e internacionais.
Atualmente, o IMEL mantém polos em regiões de maior vulnerabilidade social da cidade, como Vila C, Três Lagoas, Lagoa Dourada, Porto Meira, Morumbi, Jardim São Paulo e Porto Belo. Um ônibus é utilizado para garantir o transporte dos participantes.
Somente em 2025, o projeto atendeu 1.339 crianças, além de 47 pessoas com deficiência e mulheres em tratamento contra o câncer de mama.
Outro diferencial é o modelo de gestão adotado pela instituição. Desde 2019, os cargos da diretoria e do conselho fiscal são ocupados por atletas ou ex-atletas do próprio projeto, sem remuneração, reforçando o caráter social e comunitário da iniciativa.
Fonte: Portal da Cidade
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