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TREINO INTERNACIONAL

País fictício em guerra transforma Foz do Iguaçu em campo de treinamento militar

Durante duas semanas, forças de seis países simularam conflitos, crise humanitária, uso de drones, explosivos e resgates

Publicado em 21/08/2026 às 08:55

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

(Foto: Abel e Cabo Álvaro Chaves/Exército Brasileiro)

Foz do Iguaçu passou duas semanas como cenário de uma guerra que nunca existiu. No país fictício chamado Carana, cerca de 700 militares receberam a missão de controlar conflitos armados, proteger civis e prestar ajuda à população durante uma grave crise humanitária.

A simulação fez parte do Exercício Conjunto-Combinado Felino 2026, encerrado nesta sexta-feira (21). O treinamento começou em 10 de agosto e reuniu integrantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea do Brasil, além de representantes de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

Durante as atividades, os militares precisaram reagir a situações que podem ser encontradas em operações internacionais de paz. O treinamento incluiu conflitos entre grupos étnicos, estradas bloqueadas, materiais químicos contaminados, ataques de grupos armados, explosivos improvisados e necessidade de atendimento médico em áreas de risco.

Também foram simulados o uso de drones, o lançamento de suprimentos, o patrulhamento de regiões em conflito, ações de ajuda humanitária e a retirada de feridos por aeronaves. Parte das atividades ocorreu de forma virtual, enquanto outras foram realizadas diretamente no terreno.

O exercício foi promovido pelo Ministério da Defesa para preparar militares de países de língua portuguesa para missões de paz da Organização das Nações Unidas, a ONU. O treinamento também buscou melhorar a comunicação e a atuação conjunta entre forças de diferentes países.

Segundo o general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, responsável pela condução do exercício, as atividades ficaram mais complexas ao longo dos dias. Os participantes começaram com situações de preparação e avançaram até uma grande demonstração operacional, que reuniu os principais desafios trabalhados durante o treinamento.

Os problemas apresentados aos militares foram elaborados pela direção do exercício. De acordo com o general Gustavo Henrique Araújo Pereira Machado, cada situação foi planejada para testar a tomada de decisões, o comando das equipes e a capacidade de resposta diante de uma crise.

Na quinta-feira (20), autoridades civis e militares acompanharam demonstrações e conheceram as estruturas de comando usadas na operação. No encerramento, o Brasil entregou a bandeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa a Timor-Leste, que ficará responsável pelo próximo ciclo do exercício. A cerimônia também marcou os 30 anos da comunidade.

Fonte: Portal da Cidade

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