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APÓS PROTESTO

Receita diz que nova rota de ônibus já reduz transporte irregular de mercadorias

Órgão defende mudança em Foz do Iguaçu, cita primeiros resultados positivos e afirma que impactos da medida continuarão sendo avaliados.

Publicado em 19/08/2026 às 19:35
Atualizado em

(Foto: Ilustrativa/Arquivo/PC)

A Receita Federal afirmou nesta quarta-feira (19) que a mudança na rota dos ônibus que utilizam a Rodoviária de Foz do Iguaçu já apresenta sinais de redução no transporte irregular de mercadorias. A medida, que alterou o trajeto dos veículos para permitir a fiscalização aduaneira, tem provocado questionamentos e foi alvo de uma manifestação na tarde de hoje.

Segundo a Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, a alteração ocorreu após o aumento da utilização do transporte rodoviário de passageiros para levar mercadorias de forma irregular pela região de fronteira.

A Receita não divulgou números que permitam comparar a quantidade de ocorrências antes e depois da mudança. O órgão informou apenas que os primeiros dados observados apontam uma “tendência positiva” na redução dessas situações.

A nova dinâmica determina que os ônibus passem pela Avenida Paraná, área onde a Receita Federal consegue realizar o controle aduaneiro antes que os veículos sigam viagem. 

Mudança gera protesto

A nota da Receita ocorre no mesmo dia em que trabalhadores e pessoas ligadas ao transporte realizaram um protesto em frente à Alfândega, na Avenida Paraná.

Os manifestantes questionam os impactos da nova rota, especialmente sobre a operação do transporte rodoviário de passageiros.

Em nota, a Receita afirmou que a decisão foi tomada após discussões com empresas de transporte, órgãos municipais, estaduais e federais e representantes dos setores produtivo e turístico.

Segundo o órgão, a Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi), o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e o Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) manifestaram apoio às medidas.

Receita diz que objetivo é fiscalizar mercadorias

A Receita Federal também afirmou que a mudança não tem como objetivo regulamentar o transporte rodoviário de passageiros.

De acordo com o órgão, a medida está relacionada às atribuições de vigilância e controle aduaneiro na faixa de fronteira. As regras relacionadas ao serviço de transporte continuam sob responsabilidade dos órgãos responsáveis pelo trânsito e pela regulação do setor.

A Receita afirma que a alteração permite realizar fiscalizações em um local considerado adequado para combater contrabando, descaminho e outros crimes relacionados à movimentação de mercadorias pela fronteira.

Medida será acompanhada

Apesar de defender a mudança, a Receita informou que os impactos serão avaliados continuamente.

Segundo o órgão, eventuais efeitos sobre passageiros, empresas, mobilidade urbana e turismo serão considerados. Os procedimentos poderão ser ajustados caso seja identificada necessidade.

A Receita afirma que a intenção é conciliar o controle aduaneiro com o funcionamento do transporte de passageiros e a atividade turística de Foz do Iguaçu.

Receita relaciona fiscalização à queda dos homicídios

Na nota, a Receita também relacionou o fortalecimento das ações de fiscalização e segurança na fronteira à redução dos homicídios registrada em Foz do Iguaçu nas últimas duas décadas.

Segundo os números apresentados pelo órgão, a cidade registrou 285 homicídios em 2005, quando a taxa chegou a 106 mortes por 100 mil habitantes. Em 2025, a taxa informada foi de 28,9 por 100 mil habitantes.

Para a Receita, a redução da violência ajudou a criar condições para o crescimento do turismo, do comércio, da logística e das atividades relacionadas ao comércio exterior.

O órgão também afirmou que a implantação gradual das novas aduanas e a conclusão do novo Porto Seco devem ampliar a estrutura de fiscalização e contribuir para o desenvolvimento econômico da região da Tríplice Fronteira.

Fonte: Portal da Cidade

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