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Desmatamento químico

PF faz busca em Foz e mira grupo suspeito de devastar 10 mil hectares na Amazônia

Operação investiga pulverização de herbicidas que atingiu mais de 10 mil hectares; prejuízo ambiental é estimado em R$ 469 milhões.

Publicado em 04/08/2026 às 15:46
Atualizado em

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Foz do Iguaçu nesta terça-feira (4) durante uma operação da Polícia Federal contra um grupo suspeito de destruir mais de 10 mil hectares de floresta na Amazônia.

A PF não divulgou a identidade do alvo, o endereço onde a ordem judicial foi cumprida nem qual seria a ligação do investigado em Foz com o esquema. A informação sobre o cumprimento do mandado no município foi confirmada nesta terça-feira.

Ao todo, a operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares diferentes da prisão nos estados do Pará, Paraná e Rio Grande do Sul. O dano ambiental provocado pelo grupo é estimado em R$ 469,4 milhões.

Desmatamento químico

Segundo a investigação, herbicidas eram pulverizados sobre a vegetação nativa para destruir a floresta. A prática é conhecida como desmatamento químico.

Laudos periciais apontaram que aproximadamente 10.180 hectares foram atingidos pelos produtos químicos, área equivalente a mais de 14 mil campos de futebol.

Depois da degradação da vegetação, cerca de 5.794 hectares teriam sido desmatados por corte raso e transformados em pastagens. Para a PF, a ação indica uma estratégia de ocupação e exploração econômica das áreas devastadas.

Os crimes investigados ocorreram em assentamentos federais no município de Uruará, no Pará. O grupo teria atuado de forma coordenada, desde a compra dos produtos químicos até a ocultação de informações ambientais para dificultar a fiscalização.

As medidas judiciais também buscam interromper as atividades investigadas, reunir novas provas e garantir recursos para uma futura reparação dos danos ambientais.

Os investigados poderão responder por crimes ambientais, uso irregular de substâncias tóxicas, fraude em procedimentos ambientais e associação criminosa. Outros crimes ainda podem ser identificados durante as investigações, conforme a Polícia Federal.

Fonte: Portal da Cidade

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