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Sistema Prisional

Região de Foz adiciona 775 perfis de presos ao banco nacional de DNA da polícia

Força-tarefa em quatro unidades prisionais reforça investigações criminais e capacita policiais penais para ampliar as coletas de forma permanente.

Publicado em 01/07/2026 às 14:19

(Foto: Divulgação/PPPR)

(Foto: Divulgação/PPPR)

A região de Foz do Iguaçu ganhou um reforço importante nas investigações criminais com a inclusão de 775 novos perfis genéticos de pessoas privadas de liberdade no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). A força-tarefa, realizada pela Polícia Penal do Paraná (PPPR) em parceria com a Polícia Científica do Paraná (PCIPR), amplia uma das principais ferramentas utilizadas para identificar autores de crimes em todo o país.

As coletas ocorreram na Cadeia Pública de Medianeira e nas Penitenciárias Estaduais de Foz do Iguaçu II, III e IV. O material foi obtido de presos que se enquadram nos critérios previstos pela legislação para inclusão no banco nacional de DNA.

O objetivo é fortalecer o cruzamento de vestígios biológicos encontrados em cenas de crimes com os perfis já cadastrados, permitindo que investigações sejam aceleradas e casos antigos ou sem autoria definida possam ser esclarecidos com maior precisão.

Além das coletas, a operação também investiu na capacitação de 10 policiais penais, que agora estão habilitados para realizar o procedimento dentro das próprias unidades prisionais. A medida torna o processo contínuo e reduz a necessidade de mobilização de grandes equipes para novas campanhas.

Segundo o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta, a integração entre os órgãos amplia a eficiência das investigações e fortalece o uso da ciência na produção de provas. Ele destaca que cada novo perfil inserido representa mais uma possibilidade de auxiliar na identificação de criminosos e no esclarecimento de delitos.

A diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre, afirma que a coleta de material genético vem sendo executada de forma permanente no sistema prisional paranaense. De acordo com ela, o treinamento dos policiais penais garante autonomia às equipes e consolida um modelo capaz de manter o banco de perfis genéticos em constante atualização.

O Banco Nacional de Perfis Genéticos reúne amostras coletadas conforme determina a legislação brasileira e é utilizado por órgãos de investigação para comparar vestígios encontrados em locais de crime. A ferramenta tem papel estratégico na identificação de autores, na ligação entre diferentes ocorrências e no fortalecimento das investigações conduzidas pelas forças de segurança.

Fonte: Portal da Cidade

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