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“Mulas do tráfico”

Organização usava Foz do Iguaçu como base para enviar cocaína à Europa, diz PF

Operação Añetete cumpre sete prisões preventivas e apreende dinheiro, passaportes e documentos na cidade.

Publicado em 30/06/2026 às 16:49

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Añetete para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas. O grupo, segundo as investigações, utilizava aeroportos brasileiros, principalmente os de Foz do Iguaçu e Guarulhos, para enviar cocaína à Europa por meio de passageiros recrutados para atuar como "mulas".

A ação foi concentrada em Foz do Iguaçu, onde policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva contra integrantes da organização.

De acordo com a investigação, a cocaína entrava clandestinamente no Brasil pela fronteira com o Paraguai e era levada até a região da Tríplice Fronteira. A partir daí, os responsáveis pelo esquema providenciavam toda a logística para o transporte da droga.

Os investigadores descobriram que as pessoas recrutadas permaneciam hospedadas em hotéis da região antes do embarque. Nesses locais, recebiam orientações e eram preparadas para a viagem. A droga era presa ao corpo dos transportadores, que embarcavam em voos internacionais com destino a países europeus.

A Polícia Federal afirma que o grupo atuava de forma estruturada e conseguiu relacionar a organização a pelo menos 11 apreensões de drogas realizadas entre março de 2023 e junho de 2025, fortalecendo as provas reunidas ao longo da investigação.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes localizaram na residência apontada como sendo do líder da organização passaportes emitidos em nome de terceiros, documentos, aparelhos eletrônicos, um veículo e grande quantidade de dinheiro em diferentes moedas. Foram apreendidos cerca de 35 mil euros, 5 mil dólares e R$ 1,6 mil em espécie.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a identidade utilizada pelo principal alvo da operação. Segundo a Polícia Federal, ele possuía antecedentes criminais e vivia utilizando documentos falsos. Ao longo das investigações, foi possível identificar sua verdadeira identidade, fato que inspirou o nome da operação.

"Añetete" é uma palavra de origem tupi-guarani que significa "verdadeiro", "autêntico" ou "real", em referência à descoberta da identidade do líder da organização criminosa. Se condenados, os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e outros crimes apurados durante o andamento das investigações.

Fonte: Portal da Cidade

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