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INVESTIMENTO PRIVADO

Consórcio vence leilão do Macuco Safari por R$ 79,9 milhões na Bolsa de Valores

Contrato terá duração de 15 anos e prevê R$ 76,8 milhões em melhorias, veículos elétricos e redução do valor máximo do passeio.

Publicado em 12/08/2026 às 15:49

(Foto: Divulgação)

O Consórcio Novo PNI Macuco venceu, nesta quarta-feira (12), o leilão para administrar os serviços de visitação e conservação da Trilha do Macuco, onde funciona o Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.

A disputa foi realizada na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. O grupo vencedor ofereceu R$ 79,9 milhões pela concessão, valor 115,02% superior ao lance mínimo de R$ 37,15 milhões estabelecido no edital.

O consórcio é formado pelas empresas Construcap, Cataratas S/A e Ilha do Sol. Esta última é de Foz do Iguaçu e já opera o passeio no parque. O novo contrato terá duração de 15 anos.

O Consórcio Passeio do Iguaçu também participou do leilão e apresentou uma oferta inicial de R$ 56,67 milhões. Como a diferença entre as propostas ficou abaixo de 20%, os concorrentes foram habilitados para a disputa por viva-voz.

No entanto, o segundo colocado decidiu não apresentar um novo lance, o que confirmou a vitória do Consórcio Novo PNI Macuco. A sessão foi encerrada por volta das 14h30, com a tradicional batida de martelo.

Investimentos e ingresso mais barato

O contrato prevê R$ 76,8 milhões em investimentos obrigatórios para modernizar a estrutura do atrativo, ampliar a acessibilidade e reforçar a segurança dos visitantes.

Entre as melhorias estão a substituição da frota por veículos elétricos, a ampliação dos espaços de atendimento e a implantação de trilhas e ciclovias. O Macuco Safari recebe, em média, 387 mil visitantes por ano.

Após a conclusão das obras previstas no edital, o valor máximo permitido para o passeio completo deverá cair de R$ 384 para R$ 300. A redução será superior a 21%. Também estão previstos descontos para moradores dos municípios localizados no entorno do Parque Nacional do Iguaçu.

O consórcio ainda deverá repassar 6% da receita operacional bruta para projetos socioambientais e pesquisas voltadas à conservação da Mata Atlântica.

O projeto foi estruturado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com apoio do Programa de Parcerias de Investimentos e do Ministério do Turismo.

Fonte: Portal da Cidade

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