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ACESSO RETIRADO

Retirada de acesso ao aeroporto pode criar desvio de 5 km na Rodovia das Cataratas

Gestão Integrada pede reunião com DNIT e DER-PR e alerta para filas, atrasos e risco de passageiros perderem voos.

Publicado em 05/08/2026 às 11:56

Imagem do projeto original mostra o trecho da Rodovia das Cataratas que foi alterado durante a execução da obra. (Foto: Divulgação)

Imagem original do projeto, sem as marcações que indicam as alterações realizadas durante a obra. (Foto: Divulgação)

A retirada de uma alça de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu preocupa representantes do setor turístico. A estrutura fazia parte do projeto original de duplicação da BR-469, a Rodovia das Cataratas, mas não está sendo executada, segundo a Gestão Integrada do Turismo.

Sem a ligação direta, quem trafega no sentido Parque Nacional/Aeroporto precisa seguir em direção ao Centro até encontrar o próximo retorno. O novo trajeto acrescenta cerca de cinco quilômetros ao percurso até o terminal.

A entidade encaminhou ofícios ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, e ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, o DER-PR, na sexta-feira, 31 de julho. Os documentos pedem uma reunião técnica, esclarecimentos sobre as mudanças e a retomada dos acessos previstos inicialmente.

De acordo com a Gestão Integrada, o desvio deve afetar principalmente turistas que visitam os atrativos da região antes de seguir ao aeroporto. A concentração dos veículos em um único retorno também pode provocar filas em feriados, grandes eventos e períodos de alta temporada.

Além do aumento no tempo de viagem, a entidade aponta possíveis impactos no transporte turístico, nos serviços de táxi e de motoristas de aplicativo.

“Todo esse tráfego terá que seguir para o mesmo ponto de retorno para conseguir chegar ao aeroporto. Isso aumenta o deslocamento, pode gerar filas e até ampliar o risco de um passageiro perder o voo”, afirmou Fernando Antônio Martin Maye, coordenador da Gestão Integrada.

Outros retornos também preocupam

Outra mudança questionada é a retirada de um anel de retorno para quem segue no sentido Centro/Parque Nacional e precisa voltar em direção à área central. Sem a estrutura, os motoristas também terão que avançar pela rodovia até o próximo retorno.

A preocupação considera ainda a possível instalação de novos hotéis e atrativos turísticos ao longo da BR-469. Com o crescimento da região, a mudança poderá aumentar o volume de veículos e os deslocamentos para o Centro, Paraguai, Argentina e Itaipu.

A entidade também pede uma alternativa de retorno perto do Centro de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu. Uma das sugestões é a implantação de uma pequena rotatória ou outra ligação que facilite a entrada de veículos de turismo pelo antigo portão do parque.

O projeto executivo da duplicação foi custeado pelo Fundo Iguaçu e discutido com representantes de diferentes setores da cidade. A Gestão Integrada afirma que aguarda uma manifestação do DNIT e do DER-PR sobre o pedido de reunião.

A entidade reconhece os avanços da duplicação para a segurança e a capacidade da rodovia, mas defende que os acessos sejam reavaliados antes da conclusão dos trechos. As três passarelas para pedestres, também retiradas durante a execução, foram posteriormente confirmadas pelo DNIT após articulação realizada em Brasília.

Fonte: Portal da Cidade

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