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SAÚDE INFANTIL

Fila no CENNI chega a 280 crianças, e espera por consulta é de três meses

Metade das crianças na fila tem prioridade clínica; dados foram informados pela Prefeitura após pedido de esclarecimentos da Câmara.

Publicado em 04/08/2026 às 10:51
Atualizado em

(Foto: CMFI/Divulgação)

A fila de espera por atendimento no Centro de Nutrição Infantil (CENNI), em Foz do Iguaçu, chegou a 280 crianças. Segundo a Prefeitura, o prazo estimado para a primeira consulta é de aproximadamente três meses.

Do total de pacientes que aguardam atendimento, 140 possuem prioridade clínica, o equivalente à metade da fila. Outras 47 crianças recebem fórmulas alimentares especiais fornecidas pelo município.

As informações foram encaminhadas pela Prefeitura após um pedido de esclarecimentos feito pela Câmara Municipal. O Legislativo solicitou detalhes sobre a fila, o fornecimento de fórmulas especiais e a estrutura disponível no CENNI.

A demanda foi motivada pelas dificuldades enfrentadas por famílias de recém-nascidos diagnosticados com Alergia à Proteína do Leite de Vaca, conhecida como APLV. A condição exige acompanhamento especializado e, em alguns casos, o uso de fórmulas alimentares específicas de alto custo.

Atendimento às crianças com APLV

Após a confirmação do diagnóstico, a criança passa por uma avaliação da equipe do CENNI e inicia o acompanhamento com uma nutricionista. O paciente também é incluído no protocolo municipal de atendimento e recebe posteriormente uma visita domiciliar.

Nos casos em que o aleitamento materno não é possível, o município afirma fornecer fórmulas suficientes para atender 100% da necessidade nutricional da criança.

Quando a amamentação é mantida, o fornecimento da fórmula corresponde a 50% da necessidade estimada.

Prefeitura nega falta de profissionais

O quadro permanente do CENNI é formado por duas nutricionistas, com jornada de 30 horas semanais cada. A unidade também conta com uma pediatra e uma fonoaudióloga cedidas.

Apesar da fila e do prazo de espera, a Prefeitura afirma que não há déficit de profissionais no centro.

Parte dos atendimentos especializados também é realizada por profissionais contratados com recursos de convênios, emendas parlamentares e verbas próprias do município. A administração informou ainda que a unidade recebe apoio de trabalho voluntário.

Fonte: Portal da Cidade

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