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AVIAÇÃO

Anac aprova operação que levará aeroporto de Foz do Iguaçu para grupo mexicano

Grupo mexicano Asur recebeu aval para assumir o controle da plataforma da Motiva. Mudança ainda depende das etapas finais e não afeta os passageiros.

Publicado em 14/06/2026 às 22:49

(Foto: Motiva/Divulgação/Arquivo)

O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu está entre os terminais que passarão a integrar a gestão do Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), do México, após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovar a anuência prévia para a transferência do controle societário da plataforma de aeroportos da Motiva, antiga CCR.

A decisão foi aprovada na sexta-feira (12) e representa um dos principais avanços para a conclusão da negociação anunciada no fim de 2025. Além de Foz do Iguaçu, a operação envolve os aeroportos paranaenses Afonso Pena, Bacacheri e Londrina, além de outros terminais administrados pela concessionária no Brasil e no exterior.

Durante a análise do processo, a Anac concluiu que a empresa mexicana atende aos requisitos jurídicos, técnicos e fiscais exigidos para assumir o controle da plataforma. Segundo o diretor-relator Roberto Honorato, a operação não compromete a continuidade, a regularidade nem a qualidade dos serviços prestados aos usuários.

Apesar da autorização regulatória, quem embarca ou desembarca pelo aeroporto de Foz do Iguaçu não perceberá mudanças neste momento. A administração permanece sob responsabilidade da Motiva até que todas as etapas contratuais, societárias e as aprovações dos órgãos competentes sejam concluídas.

A concessionária informou que seguirá operando normalmente, mantendo a equipe de colaboradores, os contratos vigentes e o atendimento aos passageiros durante o período de transição.

O negócio foi anunciado em novembro de 2025 e está avaliado em R$ 11,5 bilhões, sendo R$ 5 bilhões referentes à participação acionária e R$ 6,5 bilhões em dívidas líquidas assumidas na operação.

A expectativa é que a transferência definitiva do controle seja concluída ainda em 2026, após o aval do poder concedente e dos órgãos de defesa da concorrência.

Fonte: Portal da Cidade

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