educação
Categoria vai à Câmara, critica reajuste parcelado e mantém indicativo de greve
Mobilização ocorreu durante a prestação de contas da Secretaria de Educação e reuniu professores e servidores em defesa da valorização da categoria.
Publicado em 17/06/2026 às 19:20
A prestação de contas da Secretaria Municipal de Educação, realizada na manhã desta quarta-feira (17), na Câmara de Vereadores, foi marcada por uma forte manifestação de professores e demais profissionais da rede municipal. O grupo ocupou o plenário com cartazes e bótons com a mensagem "Profissionais valorizados, educação respeitada!", transformando a audiência pública em um espaço de cobrança por melhorias na educação.
A mobilização acontece em meio ao indicativo de greve aprovado pela categoria e após o descontentamento com a proposta de reposição salarial aprovada pela Câmara na terça-feira (16). Os servidores defendem que o reajuste seja aplicado em parcela única, conforme o percentual do Piso Nacional do Magistério, e não dividido em quatro pagamentos, como prevê o projeto aprovado pelos vereadores.
Durante a audiência, representantes do Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) utilizaram a tribuna para expor as principais reivindicações da categoria.
Segundo a presidente do sindicato, Viviane Dotto, os profissionais continuam enfrentando problemas como a falta de professores nas unidades de ensino, dificuldades nas negociações com o Executivo e a necessidade de atualização do Plano de Carreira.
"O indicativo de greve permanece porque ainda aguardamos avanços concretos nas negociações. Também defendemos o cumprimento do Piso Nacional do Magistério e melhores condições de trabalho para todos os profissionais da educação", afirmou.
O secretário-geral do Sinprefi, Lucas Fávero, destacou que a manifestação também teve como objetivo informar a população sobre a situação da rede municipal.
Segundo ele, a categoria busca chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas nas escolas e para a necessidade de maior diálogo entre os trabalhadores e a administração municipal.
Apesar das críticas, uma das reivindicações foi atendida. O vale-alimentação dos servidores recebeu reajuste de 10% e passou a R$ 605.
Outro ponto que gerou reação entre os profissionais foi a inclusão, durante a sessão extraordinária de terça-feira, de alterações na Lei Orgânica do Município relacionadas ao regime próprio de previdência dos servidores, administrado pelo FozPrev. O sindicato afirmou que a proposta entrou em votação de forma inesperada, aumentando a preocupação da categoria.
Com o indicativo de greve mantido, os profissionais afirmam que continuarão mobilizados enquanto aguardam novas rodadas de negociação com o governo municipal.
Fonte: Portal da Cidade
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