Nova Modalidade
Governo do Paraná anuncia mais quatro colégios cívico-militares no município
Ipê Roxo, Carmelita Dias, Costa e Silva e Tarquínio Santos se juntam ao Colégio Tancredo Neves nessa modalidade.
Publicado em
26/10/2020 às 04:11
Atualizado em
Foz do Iguaçu passará a ter quatro novos colégios cívico-militares a partir de 2021. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26), pelo governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior. Ao todo, serão 215 colégios nessa modalidade em 117 municípios de todo o Estado.
Os colégios cívico-militares em Foz serão o Ipê Roxo, no Cidade Nova; Carmelita Dias, no Porto Belo; Costa e Silva, no Jardim América e Tarquínio Santos, na região central da cidade.
Com esses novas unidades, a cidade contará ao todo com cinco colégios nessa modalidade. O primeiro a aderir o modelo cívico-militar foi o Tancredo Neves, no Morumbi. Além disso, Foz conta com um colégio totalmente militar, o Bartolomeu Mitre, no centro da cidade. Apesar das duas modalidades terem a presença da Polícia Militar, existe diferença de gestão entre elas.
Para ver a lista completa de colégios e municípios que serão adotados com esse sistema, clique aqui.
APP-Sindicato é contra a medida
Representante dos educadores(as) da rede estadual, a APP-Sindicato/Foz reafirma que sempre foi contrária à militarização de escolas públicas, e que defende a educação plural, democrática e humanista. Para a entidade, a transferência de escolas a militares é parte de um projeto político e ideológico mantido no Paraná e no país.
O sindicato também registra que não haverá eleição nas instituições cívico-militares, o que retira o direito da comunidade escolar – educadores, estudantes, pais e mães – de escolher seus representantes. Para a entidade, haverá transferência de professores e demissões de agentes educacionais, já que serão convocados militares da reserva para atuarem como monitores.
“O governador Ratinho Junior está destruindo a escola democrática para impor a escola da censura, do silêncio, da mordaça e da farda”, expõe o presidente da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez. “Esse processo retira recursos dos colégios estaduais para privilegiar espaços de difusão da disciplina e da ideologia de quartel”, completa.
De acordo com o educador, outro problema é a falta de debate. “Foi uma lei aprovada a toque de caixa, sem amplo debate. Agora, o governador anuncia as escolas que poderão ser militarizadas e quer que essas instituições façam referendo em dois dias, em plena pandemia, sem qualquer controle sanitário. Não há nenhum espaço de discussão sobre uma decisão tão séria, que interfere em comunidades e escolas, na vida de educadores e de estudantes”, frisa Diego.
Fonte: Portal da Cidade com Assessoria
Notícias relacionadas
Câmara libera R$ 7 milhões da nova sede para pagar Prêmio Ideb aos professores
20/08/2026 às 19:12
UNILA se une ao Itaipu Parquetec em aliança para acelerar projetos de inovação
19/08/2026 às 19:09
Mestrado da Unila abre 32 vagas e aceita candidatos formados em qualquer área
19/08/2026 às 07:55
UNILA conquista primeira patente com sistema inteligente para melhorar energia elétrica
17/08/2026 às 11:40
IFPR abre 30 vagas para especialização gratuita em Ciências e Matemática
12/08/2026 às 11:09
Prefeitura de Foz do Iguaçu abre seleção de estágio com bolsas de até R$ 1,3 mil
08/08/2026 às 14:14