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Lastro Oculto

PF mira esquema milionário de contrabando e lavagem de dinheiro e bloqueia R$ 35 milhões

Operação cumpriu 11 mandados de busca, uma prisão preventiva e apura grupo que ocultava patrimônio por meio de imóveis, holdings e até um hotel.

Publicado em 02/07/2026 às 10:27

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Lastro Oculto para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no contrabando e descaminho de mercadorias do Paraguai, além de lavar milhões de reais obtidos com as atividades ilícitas. A ação foi realizada em Foz do Iguaçu e teve como alvo a estrutura financeira do grupo.

Ao todo, os policiais federais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados, em um valor que ultrapassa R$ 35 milhões.

As investigações começaram a partir de provas reunidas durante a Operação Janus, que apurava um esquema de câmbio ilegal. A análise do celular de um investigado apontado como doleiro revelou indícios da existência de uma organização responsável por viabilizar a entrada irregular de mercadorias do Paraguai no Brasil.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo mantinha uma estrutura altamente organizada, prestando serviços tanto para clientes brasileiros quanto para comerciantes de Ciudad del Este. A atuação incluía armazenamento de cargas, carregamento, transporte terrestre e fluvial, preparação de veículos, manutenção de portos clandestinos e depósitos, além do controle financeiro e da realização de pagamentos paralelos.

Durante a apuração, os investigadores identificaram fortes indícios de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o patrimônio obtido com as atividades criminosas era ocultado por meio da compra de imóveis, aquisição de bens, utilização de empresas do tipo holding e até da construção de um hotel em Foz do Iguaçu.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, descaminho e contrabando, conforme o grau de participação de cada investigado.

O nome da operação, Lastro Oculto, faz referência à suposta ausência de origem lícita para o patrimônio acumulado pelos integrantes do esquema, que, segundo a investigação, teria sido construído com recursos provenientes das atividades ilegais.

Fonte: Portal da Cidade

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