APOIO À FISCALIZAÇÃO
Laboratório da UNILA poderá ajudar identificar drogas e até adulteração em bebidas
Equipamento instalado em Foz identifica substâncias pela composição química e poderá auxiliar Polícia Federal, Receita e outros órgãos.
Publicado em 31/08/2026 às 16:33
Um novo laboratório da UNILA, em Foz do Iguaçu, poderá ajudar na identificação de drogas, bebidas adulteradas e outras substâncias. Inaugurado em agosto, o Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (LabRMN) permite descobrir, por meio de análises químicas, quais compostos estão presentes em diferentes materiais.
Além das pesquisas acadêmicas, a tecnologia poderá ser utilizada em trabalhos de fiscalização e investigação. Entre as aplicações estão a análise de drogas e outras substâncias ilícitas e a identificação de adulterações em alimentos e bebidas, inclusive casos de contaminação por metanol.
O laboratório poderá atender órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Ministério da Agricultura, além de pesquisadores e outras instituições.
A estrutura funciona no Bloco dos Barrageiros, no Itaipu Parquetec. Com o laboratório em Foz, pesquisadores e instituições da região poderão realizar análises sem a necessidade de enviar amostras para outras cidades.
Segundo Caroline da Costa Silva Gonçalves, uma das coordenadoras do LabRMN, a estrutura também estará aberta a pesquisadores de outras instituições interessados em analisar amostras ou desenvolver estudos no local.
O laboratório integra o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) RMN, da Fundação Araucária. A rede também conta com laboratórios na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e nas universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG).
Pesquisa analisa cigarros eletrônicos
O equipamento já está sendo utilizado em pesquisas. Uma delas analisa as substâncias presentes em cigarros eletrônicos.
Segundo a UNILA, os estudos já encontraram quantidades de nicotina superiores às informadas pelos fabricantes em algumas amostras analisadas.
"O potencial de gerar vício é muito maior. Além de haver outras substâncias que as pessoas estão lançando diretamente no pulmão sem saber", afirmou Caroline.
Investimento de R$ 2,2 milhões
O equipamento de Ressonância Magnética Nuclear foi adquirido pela UNILA em 2016, por R$ 2,2 milhões. A implantação, no entanto, exigiu outros equipamentos e adequações antes do início das atividades.
Entre eles está uma liquefatora de nitrogênio, adquirida em 2017 por R$ 560,2 mil e colocada em operação em junho deste ano.
O equipamento produz o nitrogênio líquido necessário para manter o sistema do RMN em baixas temperaturas e garantir seu funcionamento.
Segundo a UNILA, a liquefatora também poderá ser utilizada futuramente em atividades de ensino e pesquisa em áreas como engenharia, termodinâmica, refrigeração e medicina.
Para a reitora da UNILA, Diana Araujo Pereira, o novo laboratório amplia a capacidade de pesquisa científica de Foz do Iguaçu e pode atender demandas da região trinacional e de outras partes do país.
Fonte: Portal da Cidade
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