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CONFUSÃO NA FEIRA

Disputa por espaço termina em briga, deixa feridos e barraca destruída na Feirinha da JK

Pai e filho de 15 anos foram agredidos durante a confusão em Foz do Iguaçu; vídeos mostram violência e destruição de equipamentos.

Publicado em 02/11/2026 às 13:46
Atualizado em

(Foto: Reprodução/Vídeo)

Uma disputa por espaço entre comerciantes terminou em uma briga generalizada, deixou pai e filho feridos e provocou a destruição de uma barraca de pastel e caldo de cana na Feirinha da JK, em Foz do Iguaçu. A confusão aconteceu no sábado (31) e foi registrada em vídeos que circulam nas redes sociais.

Segundo informações, a briga começou depois que uma família montou sua barraca no espaço onde costuma trabalhar nos finais de semana. Outro feirante teria tentado ocupar o mesmo local, dando início ao desentendimento.

De acordo com a proprietária, a situação rapidamente saiu do controle, com troca de ofensas, agressões físicas e destruição de equipamentos.

Nas imagens gravadas por testemunhas, várias pessoas aparecem envolvidas na confusão. Em determinado momento, uma mulher chuta uma panela utilizada para frituras, derramando óleo quente no chão e colocando em risco quem estava próximo.

Durante a briga, o marido de uma das proprietárias e o filho do casal, um adolescente de 15 anos, foram agredidos. A família também teve prejuízos materiais, já que equipamentos e utensílios utilizados na venda de pastéis e caldo de cana foram destruídos.

Outros comerciantes precisaram intervir para separar os envolvidos e encerrar a briga. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas, e um boletim de ocorrência foi registrado.

Família relata ameaças e prejuízo de R$ 10 mil

Em nota divulgada após a confusão, os responsáveis pelo Caldo de Cana Doce Sabor apresentaram sua versão sobre o que teria provocado a briga. Segundo o estabelecimento, a disputa começou após outro comerciante ocupar o espaço destinado à barraca da família.

O grupo afirma que trabalha na Feirinha da JK há 13 anos e que, na sexta-feira (30), comunicou aos demais feirantes que não participaria das atividades daquela noite por causa de um compromisso familiar. Durante a ausência, outro vendedor teria utilizado temporariamente o espaço.

No sábado (31), às 16h50, a família informou no grupo de mensagens dos feirantes que estava a caminho para montar a estrutura e pediu que o local fosse mantido livre.

Apesar do aviso, segundo a nota, outro comerciante teria instalado três barracas na área que a família afirma estar vinculada à sua licença.

Uma das responsáveis pelo estabelecimento tentou conversar com o vendedor para resolver a situação, mas, conforme o relato, foi recebida com xingamentos e ameaças feitas pelo filho dele.

A fiscalização da feira foi acionada e, de acordo com a família, orientou o comerciante a retirar as estruturas e reorganizá-las em outro ponto.

Ainda segundo a nota, a decisão teria provocado novas ameaças. A família afirma que tentou solicitar apoio policial antes das agressões, mas nenhuma viatura chegou naquele momento.

Após a intervenção dos fiscais, os comerciantes montaram a barraca e começaram a atender os clientes normalmente.

Pouco depois, conforme a versão apresentada pelo estabelecimento, cerca de oito familiares do outro vendedor chegaram ao local e iniciaram as agressões contra quatro trabalhadores.

A família acusa o grupo de utilizar capacetes, pedaços de madeira, pedras e tijolos para atacar a barraca. Também relata que uma das proprietárias foi alvo de ofensas racistas durante a confusão.

Segundo os comerciantes, um adolescente de 15 anos foi agredido enquanto tentava proteger uma fritadeira com aproximadamente dez litros de óleo quente, para evitar que o equipamento provocasse um acidente.

A nota afirma que o jovem recebeu chutes, tapas e golpes com pedaços de cana-de-açúcar.

O estabelecimento estima em R$ 10 mil os prejuízos materiais, incluindo a destruição de mesas, cadeiras, jarras e de um equipamento utilizado para extrair o caldo de cana.

A família informou que registrou boletim de ocorrência, que os feridos passaram por exame de corpo de delito e que está adotando medidas judiciais.

As acusações de agressão, ameaça, racismo e vandalismo apresentadas na nota ainda dependem de apuração pelas autoridades. A versão dos comerciantes apontados como responsáveis não foi apresentada no material divulgado.

Família explica presença de facão durante a confusão

Na mesma nota, os responsáveis pelo Caldo de Cana Doce Sabor também comentaram as imagens que circulam nas redes sociais e mostram um trabalhador segurando um facão.

Segundo o estabelecimento, a ferramenta é utilizada diariamente no corte e preparo da cana-de-açúcar.

A família afirma que o funcionário pegou o objeto durante a confusão, em um momento de desespero, na tentativa de proteger a barraca.

Os comerciantes também pediram que os vídeos sejam analisados considerando toda a sequência dos acontecimentos, pois, segundo eles, as gravações divulgadas mostram apenas trechos da briga.

O estabelecimento repudiou os episódios de violência e afirmou que pretende continuar trabalhando na feira, apesar dos prejuízos e do abalo causado pela confusão.

Fundação Cultural vai avaliar medidas após confusão

A Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, responsável pela organização da Feirinha da JK, lamentou o episódio e informou que vai analisar, junto ao setor jurídico, quais medidas poderão ser adotadas.

Em nota, a instituição explicou que existe um mapa de distribuição dos espaços, criado para organizar a feira e evitar conflitos entre os expositores.

A diretoria da Fundação Cultural esteve pessoalmente na feira após ser informada sobre a briga. Segundo o órgão, a Guarda Municipal e a Polícia Militar já haviam sido acionadas.

A Fundação classificou a confusão como um caso isolado e afirmou que, após o ocorrido, as atividades continuaram normalmente, sem novos incidentes.

O órgão também destacou que mantém reuniões frequentes com os feirantes e acompanha a distribuição dos espaços, inclusive os sorteios realizados para organizar os pontos de venda.

Além disso, dois fiscais contratados pela Fundação Cultural atuam na feira para acompanhar o funcionamento, verificar o cumprimento das regras e garantir os direitos dos comerciantes.

A instituição reforçou que seu compromisso é manter um ambiente organizado, com respeito, transparência e igualdade de condições para todos os trabalhadores.

As agressões, os danos materiais e as denúncias de ameaças e ofensas racistas poderão ser investigados pela Polícia Civil. Até o momento, não há informações confirmadas sobre eventuais prisões ou responsabilização dos envolvidos.

Fonte: Portal da Cidade

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