Inteligência
Foz será a próxima cidade a receber unidade do Coaf para reforçar combate ao crime
Após São Paulo e a inauguração da unidade do Rio nesta sexta-feira (3), Tríplice Fronteira terá estrutura para reforçar o combate ao crime organizado.
Publicado em
03/07/2026 às 09:27
Atualizado em
Foz do Iguaçu será a próxima cidade do país a receber uma unidade do Controle de Atividades Financeiras (Coaf), estrutura anunciada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para ampliar o combate ao crime organizado por meio da inteligência financeira. O anúncio foi feito após a inauguração da primeira unidade, realizada na quarta-feira (1º), em São Paulo.
Nesta sexta-feira (3), o governo federal inaugura a unidade do Rio de Janeiro. Com isso, Foz do Iguaçu passa a ser a única cidade já anunciada que ainda aguarda a implantação da estrutura, reforçando o papel estratégico da Tríplice Fronteira nas ações nacionais de enfrentamento às organizações criminosas.
A nova unidade integrará o Programa Brasil contra o Crime Organizado e terá como missão fortalecer a articulação entre órgãos federais, estaduais e municipais, ampliando o compartilhamento de informações de inteligência e a coordenação de ações voltadas ao combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de facções criminosas.
A escolha de Foz do Iguaçu leva em consideração sua posição estratégica na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, região constantemente monitorada pelas forças de segurança devido à atuação de organizações criminosas ligadas ao contrabando, tráfico de drogas, tráfico de armas e outros crimes transnacionais.
Durante a inauguração da unidade paulista, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o enfrentamento ao crime organizado exige presença permanente nos territórios mais estratégicos do país e integração entre as instituições responsáveis pela investigação e repressão às organizações criminosas.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou que uma das principais estratégias do governo é atingir o poder financeiro das facções. Segundo ele, a atuação integrada permitirá identificar, rastrear e bloquear recursos utilizados pelas organizações criminosas.
Além da criação das novas unidades, o Ministério da Justiça também anunciou investimentos para modernizar 138 presídios considerados estratégicos no combate ao crime organizado. As unidades receberão scanners corporais, georadares, equipamentos eletrônicos de revista, sistemas de rastreamento e tecnologias para identificação de celulares, reforçando o monitoramento e o isolamento de lideranças criminosas.
Fonte: Portal da Cidade
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