UM MÊS SEM RESPOSTA
Um mês após morte de turista, causa de acidente nas Cataratas segue sem resposta
Polícia Civil e Marinha ainda investigam o que fez embarcação virar durante passeio. Turista holandês de 25 anos morreu por afogamento.
Publicado em 28/08/2026 às 18:00
Um mês após o acidente que matou um turista holandês durante um passeio de barco nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, ainda não há uma conclusão oficial sobre o que provocou o tombamento da embarcação.
O acidente aconteceu em 28 de julho, durante um passeio privativo contratado por uma família holandesa. Mark Lensink, de 25 anos, morreu após o barco virar no Rio Iguaçu. Outras sete pessoas estavam na embarcação e sobreviveram.
A Polícia Civil do Paraná e a Marinha do Brasil mantêm investigações abertas para esclarecer as circunstâncias do acidente. Entre os principais pontos ainda pendentes estão a dinâmica do tombamento, o que fez o barco virar e se houve alguma responsabilidade relacionada à ocorrência.
A causa da morte do turista, por outro lado, já foi esclarecida. O exame necroscópico realizado pela Polícia Científica apontou que Mark morreu por afogamento.
Polícia Civil aguarda informações
A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento e aguarda respostas de ofícios encaminhados a órgãos e entidades públicas.
As informações solicitadas devem complementar o material já reunido durante a investigação. A polícia informou que novos detalhes serão divulgados após a conclusão do inquérito.
Desde os primeiros dias após o acidente, sobreviventes, tripulantes e outras pessoas relacionadas ao caso foram ouvidas para ajudar a reconstruir o que aconteceu.
Marinha investiga causas do tombamento
A parte técnica relacionada à embarcação e à navegação é investigada pela Marinha do Brasil.
A Capitania Fluvial do Rio Paraná instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação. O procedimento permanece em andamento e inclui perícias, análises e outras diligências.
A apuração da Marinha deve ser determinante para esclarecer as condições da embarcação, a dinâmica do acidente e os fatores que podem ter provocado o tombamento.
Logo após a ocorrência, a Polícia Científica realizou uma vistoria inicial no barco. Nesse primeiro exame visual, não foram identificadas avarias aparentes.
A avaliação, no entanto, não correspondeu a uma perícia completa da embarcação. A análise aprofundada sobre eventuais danos, inclusive aqueles que não poderiam ser percebidos visualmente, ficou sob responsabilidade da Marinha.
O acidente
O barco virou por volta do meio-dia de 28 de julho, durante um passeio nas Cataratas do Iguaçu, dentro do Parque Nacional do Iguaçu.
Na embarcação estavam seis turistas holandeses, integrantes de uma mesma família, além do piloto e do copiloto.
Após o tombamento, equipes de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas. Mark foi retirado da água e recebeu atendimento, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
No dia do acidente, o Rio Iguaçu apresentava vazão acima da média histórica. O volume de água registrado nas Cataratas estava em aproximadamente 4,4 milhões de litros por segundo, quase três vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo.
Até o momento, porém, não existe conclusão oficial que relacione a vazão elevada ao tombamento do barco. Determinar se as condições do rio tiveram alguma influência no acidente também depende das análises técnicas.
Passeio foi suspenso após acidente
As atividades do Macuco Safari foram suspensas após a tragédia e retomadas em 1º de agosto, depois de avaliações realizadas pelos órgãos responsáveis.
O ICMBio informou, após o acidente, que havia verificado a documentação da concessionária responsável pela operação e que os documentos estavam regulares.
A retomada dos passeios, no entanto, não significou o encerramento das apurações.
Um mês após o acidente, a investigação já confirmou que Mark Lensink morreu por afogamento. A principal questão do caso, porém, permanece sem uma resposta oficial: o que provocou o tombamento da embarcação nas Cataratas do Iguaçu.
A conclusão depende dos inquéritos conduzidos pela Polícia Civil e pela Marinha do Brasil.
Fonte: Portal da Cidade
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