MÚSICA AO VIVO
Após pressão do setor, Câmara cria comissão para discutir música ao vivo em bares
Empresários, músicos e Prefeitura debateram fiscalização, limite de ruído e medidas para conciliar entretenimento e o direito ao sossego.
Publicado em
07/07/2026 às 15:21
Atualizado em
A Câmara de Foz do Iguaçu abriu discussão sobre as regras para apresentações de música ao vivo em bares, restaurantes e estabelecimentos similares. Após uma audiência pública realizada nesta terça-feira (7), foi criada uma Comissão de Trabalho que vai elaborar propostas para atualizar a regulamentação e buscar um equilíbrio entre o funcionamento dos estabelecimentos e o direito ao sossego da população.
A comissão será formada a partir das demandas apresentadas durante a audiência e vai auxiliar os vereadores na construção de um novo texto para a proposta que está em análise.
O encontro reuniu empresários, músicos, vereadores e representantes da Prefeitura. Entre os principais temas debatidos estiveram a fiscalização das apresentações, os limites de emissão de som e as dificuldades enfrentadas pelos estabelecimentos para manter música ao vivo.
Representantes da Prefeitura afirmaram que a fiscalização enfrenta desafios devido ao grande número de ocorrências relacionadas à perturbação do sossego. Segundo eles, em alguns casos, a alta demanda de atendimentos e a quantidade de pessoas nos locais dificultam o trabalho das equipes.
Já empresários e músicos defenderam regras mais claras e adequadas à realidade do setor. Eles afirmam que a música ao vivo é uma importante fonte de renda para artistas, movimenta bares e restaurantes, gera empregos e contribui para fortalecer o turismo em Foz do Iguaçu.
Outro ponto bastante discutido foi o limite permitido para o volume do som. Os participantes consideram que os níveis atuais são muito baixos para apresentações ao vivo, o que dificulta a realização dos eventos mesmo quando ocorrem de forma organizada.
Também houve reclamações sobre a apreensão de equipamentos durante fiscalizações. Segundo os músicos, muitos profissionais trabalham de forma independente e não têm condições financeiras de recuperar instrumentos e aparelhos caso sejam recolhidos.
Ao final da audiência, ficou definida a criação da Comissão de Trabalho, que agora reunirá as sugestões apresentadas para construir uma proposta que atenda tanto às necessidades do setor de entretenimento quanto ao direito dos moradores à tranquilidade.
Fonte: Portal da Cidade
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