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DE ITAIPU A BRASÍLIA

De funcionária da Itaipu a primeira-dama: Janja segue no Planalto com reeleição de Lula

Socióloga trabalhou na hidrelétrica entre 2005 e 2020, com passagem pela Eletrobras, e participou de iniciativas sociais da empresa.

Publicado em 25/10/2026 às 23:10

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada neste domingo (25), também garante a permanência de Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, na posição de primeira-dama do Brasil por mais quatro anos. Antes de chegar ao Palácio do Planalto, ela construiu parte importante de sua carreira profissional na Itaipu Binacional, empresa responsável pela hidrelétrica localizada em Foz do Iguaçu.

Apesar da ligação com a usina, Janja desenvolveu a maior parte de suas atividades profissionais no escritório da Itaipu em Curitiba, onde era lotada. Sua atuação presencial em Foz do Iguaçu foi mais limitada, embora tenha participado de visitas, reuniões e atividades relacionadas aos projetos sociais da empresa.

Natural de União da Vitória, no Paraná, Janja é formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Sua trajetória na Itaipu começou em 2005, quando passou a trabalhar na empresa. Ao longo dos anos, exerceu funções ligadas à administração, responsabilidade social e desenvolvimento de projetos comunitários.

Entre 2012 e 2016, trabalhou na Eletrobras, no Rio de Janeiro, na área de comunicação e relações institucionais. Depois, retornou à Itaipu, mantendo suas atividades principalmente em Curitiba, até seu desligamento, em janeiro de 2020.

A saída ocorreu durante uma reestruturação administrativa da binacional, que incluiu o fechamento do escritório de Curitiba e a transferência de funcionários para Foz do Iguaçu. Na ocasião, Janja aderiu ao programa de desligamento voluntário, encerrando seu vínculo profissional com a empresa.

A ligação com a hidrelétrica continuou mesmo depois de Janja deixar a Itaipu e ganhar projeção nacional ao lado de Lula. Em julho de 2023, já como primeira-dama, ela esteve em Foz do Iguaçu para participar de um encontro que marcou a retomada das atividades da área de Responsabilidade Social da empresa, setor com o qual havia trabalhado durante sua carreira.

Na ocasião, Janja reencontrou antigos colegas e acompanhou a apresentação de projetos voltados a crianças, adolescentes, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade. Entre as iniciativas discutidas estavam ações de capacitação profissional, incentivo ao esporte, atendimento a imigrantes e refugiados e a construção da Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu.

A primeira-dama também participou de encontros voltados aos direitos das mulheres e ao fortalecimento de políticas sociais. Ainda em julho de 2023, esteve no primeiro Encontro de Integração de Mulheres Latino-Americanas, promovido pela Itaipu, em Foz do Iguaçu. O evento reuniu mais de 1,4 mil participantes para discutir temas como igualdade de oportunidades, combate à violência contra a mulher e inclusão social.

A proximidade de Janja com a hidrelétrica também esteve presente em debates sobre investimentos e patrocínios realizados pela empresa durante o terceiro mandato de Lula. Reportagens publicadas pela imprensa nacional questionaram o volume de recursos destinados a convênios, eventos e iniciativas sociais apoiadas pela binacional.

Em março de 2025, uma reportagem do UOL apontou que a Itaipu havia destinado R$ 4,8 bilhões a convênios nos dois primeiros anos do governo. Entre os investimentos citados estavam patrocínios a eventos, incluindo o Festival Aliança Global, realizado durante a programação paralela ao G20, em 2024, com participação de Janja.

A Itaipu defendeu a destinação dos recursos, afirmando que os investimentos fazem parte de sua atuação nas áreas social, ambiental e de desenvolvimento regional.

Apesar da proximidade histórica com a hidrelétrica, Janja não ocupa cargo na administração da Itaipu. A posição de primeira-dama também não lhe confere autoridade formal para decidir sobre investimentos, contratos ou a gestão da empresa, que pertence ao Brasil e ao Paraguai.

Com a vitória de Lula nas eleições deste domingo, Janja continuará como primeira-dama durante o próximo mandato presidencial, previsto para terminar em dezembro de 2030. A reeleição mantém no Palácio do Planalto uma representante com experiência profissional na Itaipu e histórico de participação em projetos sociais desenvolvidos pela empresa.

Fonte: Portal da Cidade

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