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DO LADO ARGENTINO

Acusada de golpe milionário em Puerto Iguazú é extraditada pela Polícia Federal

Caso envolve empresários, comerciantes e médicos de Puerto Iguazú; Marina Fariña foi entregue à Justiça argentina após extradição.

Publicado em 07/09/2026 às 17:56

(Foto: Reprodução)

Marina Noemí Fariña, de 64 anos, apontada como uma das envolvidas em um suposto esquema de pirâmide financeira que teria prejudicado cerca de 150 investidores em Puerto Iguazú, foi extraditada de Foz do Iguaçu para a Argentina e permanece presa enquanto a Justiça avança com o processo.

A argentina foi entregue às autoridades do país vizinho na quinta-feira (3), depois de permanecer detida no Brasil durante o processo de extradição. Na sexta-feira (4), ela compareceu perante o juiz de Instrução de Puerto Iguazú, Martín Brites, mas optou por permanecer em silêncio.

Marina foi formalmente imputada, de maneira provisória, por supostas fraudes em vários fatos. A defesa apresentou um pedido de liberdade, que ainda deverá ser analisado pela Justiça argentina. Enquanto isso, ela continuará detida durante a realização de perícias, coleta de depoimentos e outras medidas de investigação.

Cerca de 150 investidores

A investigação envolve as financeiras Fininver e Carfar, vinculadas a Marina e ao irmão, Diego Humberto Fariña.

Segundo as apurações divulgadas pela imprensa argentina, aproximadamente 150 pessoas teriam sido prejudicadas. Entre os investidores aparecem médicos, comerciantes e empresários dos setores gastronômico e hoteleiro de Puerto Iguazú. Há relatos de vítimas que teriam perdido até US$ 100 mil. Até agora, segundo o jornal Primera Edición, nenhum valor teria sido recuperado.

O suposto esquema recebia investimentos em dólares, reais e pesos e oferecia rendimentos mensais que teriam variado entre 1,3% e 1,8%. Inicialmente, os pagamentos teriam sido realizados normalmente, aumentando a confiança dos clientes.

Os problemas teriam se intensificado durante a pandemia de Covid-19, quando os pagamentos começaram a atrasar e investidores passaram a enfrentar dificuldades para retirar o dinheiro aplicado. As denúncias levaram a Justiça argentina a realizar buscas em 2022 e emitir ordens de captura internacional contra os investigados.

Presa em Foz

Marina era procurada internacionalmente e foi localizada em Foz do Iguaçu após um alerta da Interpol. A prisão preventiva para fins de extradição foi cumprida em fevereiro de 2023.

O processo chegou ao Supremo Tribunal Federal. A Extradição 1790 teve como requerente o governo da Argentina e Marina Noemi Fariña como extraditanda.

Em setembro de 2023, a Primeira Turma do STF autorizou a entrega da argentina e determinou que o período em que permaneceu presa no Brasil seja considerado pela Argentina em caso de eventual condenação. A extradição, porém, somente foi efetivada agora, em setembro de 2026.

Irmão também responde ao processo

Diego Fariña também é acusado no caso. Ele havia sido localizado na Espanha e extraditado para a Argentina. Atualmente está em liberdade, mas continua submetido ao processo judicial e possui processamento com prisão preventiva confirmado pela Câmara de Apelações Penal e de Menores de Misiones.

Com os dois irmãos novamente à disposição da Justiça argentina, o processo entra em uma fase considerada avançada. Segundo fontes ouvidas pelo Primera Edición, ainda existem perícias e depoimentos pendentes, mas o expediente poderá ficar em condições de ser encerrado na fase de instrução e encaminhado para julgamento oral nas próximas semanas.

Marina seguirá presa enquanto essas medidas são realizadas e a Justiça analisa o pedido de liberdade apresentado pela defesa. Ela e o irmão são considerados inocentes até eventual condenação definitiva.

Fonte: Portal da Cidade

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