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CRIME ELEITORAL

Justiça proíbe servidora investigada por compra de votos de se aproximar de testemunhas

Medida foi cumprida pela Polícia Federal em Santa Terezinha de Itaipu; investigação apura suspeita de troca de votos por vales-combustível.

Publicado em 25/10/2026 às 08:39

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal cumpriu, neste sábado (24), uma decisão da Justiça Eleitoral que proíbe uma servidora pública investigada por crimes eleitorais de se aproximar ou manter contato com a vítima e testemunhas do caso. A medida foi aplicada em Santa Terezinha de Itaipu, cidade vizinha a Foz do Iguaçu.

A decisão faz parte da Operação Carta Marcada, que investiga um possível esquema de compra de votos envolvendo pessoas que ocupavam cargos na administração municipal.

Segundo a Polícia Federal, a servidora deverá respeitar as restrições impostas pela Justiça enquanto as investigações continuam. O objetivo das medidas é proteger as pessoas envolvidas e evitar possíveis interferências na apuração.

A identidade da investigada não foi divulgada. Também não foram informados detalhes sobre a vítima e as testemunhas que deverão ser protegidas.

Investigação começou com suspeita de compra de votos

A Operação Carta Marcada investiga a suspeita de distribuição de vales-combustível em troca de apoio político e promessas de voto em Santa Terezinha de Itaipu.

De acordo com informações divulgadas anteriormente, eleitores teriam recebido vales equivalentes a 10 litros de gasolina, acompanhados de materiais de propaganda eleitoral. Em contrapartida, os beneficiários teriam assumido o compromisso de votar em determinados candidatos e autorizado a instalação de adesivos de campanha em seus veículos. 

No dia 4 de outubro, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no município.

Já na quinta-feira (22), uma nova fase da operação teve como alvos pessoas que ocupavam cargos de secretários e chefias na administração pública municipal. Na ocasião, foram cumpridos outros três mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

Conforme a investigação, os suspeitos teriam utilizado o ambiente de trabalho e a estrutura da administração pública para distribuir vantagens a servidores e eleitores. 

A Polícia Federal apura possíveis crimes de corrupção eleitoral, falsidade ideológica e associação criminosa. Os materiais recolhidos durante as buscas serão analisados e poderão ajudar a esclarecer a participação dos investigados.

Com a nova decisão cumprida neste sábado, a investigação segue sob acompanhamento da Justiça Eleitoral. Até o momento, não há informação oficial sobre condenações relacionadas ao caso.

Fonte: Portal da Cidade

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