VALES-COMBUSTÍVEL
PF mira secretários e chefes municipais em nova fase de operação por compra de votos
Investigação apura distribuição de vales-combustível em troca de apoio político e suspeita de uso da estrutura pública em Santa Terezinha de Itaipu.
Publicado em
22/10/2026 às 10:06
Atualizado em
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), uma nova fase da Operação Carta Marcada, que investiga um possível esquema de compra de votos em Santa Terezinha de Itaipu, cidade vizinha a Foz do Iguaçu. Desta vez, a investigação tem como alvos pessoas que ocupavam cargos de secretários e chefias na administração municipal.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de distribuir vales-combustível acompanhados de propaganda eleitoral a servidores públicos, dentro do ambiente de trabalho, e a eleitores do município. O objetivo seria conseguir apoio político e promessas de voto em troca do benefício.
A suspeita é de que a distribuição do combustível tenha ocorrido com a participação de integrantes da administração municipal e possível utilização da estrutura pública.
Entre os endereços investigados está também a residência de uma eleitora que, conforme a PF, teria admitido em gravações de áudio o recebimento do benefício. A mulher também teria informações sobre a negociação armazenadas no celular.
Investigação começou no primeiro turno
Esta é a segunda fase da Operação Carta Marcada. No dia 4 de outubro, durante o primeiro turno das eleições, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Santa Terezinha de Itaipu.
Na ocasião, os policiais investigaram a distribuição de vales equivalentes a 10 litros de gasolina, que seriam entregues a eleitores junto com materiais de campanha. Durante as diligências, um dos vales foi utilizado pelos próprios agentes em um posto de combustíveis e aceito para abastecimento.
Suspeitos podem responder por três crimes
A investigação apura possíveis crimes de corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e associação criminosa. Caso os envolvidos sejam denunciados e condenados pelos três delitos, as penas máximas somadas podem chegar a 12 anos de prisão, além de multa.
Todo o material apreendido nesta quinta-feira será analisado pela perícia da Polícia Federal. O objetivo é identificar os envolvidos, esclarecer como os benefícios eram distribuídos e verificar se houve utilização de recursos ou da estrutura pública municipal.
As investigações continuam sob acompanhamento da Justiça Eleitoral e da Procuradoria Regional Eleitoral. Até o momento, não há informação sobre prisões nesta segunda fase da operação.
Fonte: Portal da Cidade
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