Wolbitos
Projeto que combate a dengue com mosquitos ganha nova etapa e beneficia 28 bairros
Liberação dos mosquitos com Wolbachia começa no segundo semestre e será acompanhada por monitoramento durante 26 semanas.
Publicado em 01/07/2026 às 22:58
Mais de 140 mil moradores de Foz do Iguaçu serão beneficiados pela segunda etapa do Método Wolbachia, estratégia utilizada para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya por meio da liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Antes do início das liberações, previsto para o segundo semestre deste ano, o município intensificou o trabalho de orientação à população nos bairros contemplados.
Desde junho, equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) percorrem as regiões participantes para apresentar o projeto, esclarecer dúvidas e incentivar a participação dos moradores, considerada essencial para o sucesso da iniciativa.
Até o dia 30 de junho, os agentes visitaram 8.559 residências nos bairros Jardim Maracanã, Três Bandeiras, Jardim Panorama e Cidade Nova. Ao todo, 9.149 pessoas receberam informações sobre o funcionamento do método. As visitas seguem nas próximas semanas e devem alcançar os demais bairros incluídos nesta fase.
A nova etapa atenderá 28 bairros de Foz do Iguaçu, entre eles Centro, Porto Meira, Vila Portes, Itaipu A, Itaipu B, Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Carimã, Jardim Cataratas, Jardim Ipê, Jardim Lancaster, Parque Monjolo, Portal da Foz, Porto Belo, Cidade Nova, Três Fronteiras e parte do Morumbi.
O projeto também vem investindo na conscientização de crianças e adolescentes. Em maio, equipes do CCZ realizaram atividades educativas em nove colégios estaduais, alcançando 5.663 estudantes. Além disso, cerca de sete mil panfletos e 40 cartazes estão sendo distribuídos nas escolas municipais para ampliar a divulgação das informações entre alunos, familiares e profissionais da educação.
Na próxima sexta-feira (3), a Escola Municipal Rosália de Amorim Silva receberá uma atividade educativa sobre o Método Wolbachia. A ação pretende explicar, de forma lúdica, como funciona a tecnologia e reforçar a importância da eliminação dos criadouros do mosquito.
A liberação dos chamados "Wolbitos" ocorrerá durante 26 semanas consecutivas. Paralelamente, equipes técnicas iniciarão o monitoramento para acompanhar a adaptação dos mosquitos nas áreas atendidas e medir os resultados da estratégia.
Segundo o boletim epidemiológico de 2026, Foz do Iguaçu registrou 3.146 notificações de dengue neste ano. Desse total, 28 casos foram confirmados, 2.924 descartados e não houve registro de mortes pela doença.
O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia, capaz de dificultar o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya dentro do inseto. Quando esses mosquitos se reproduzem com a população local, a bactéria é transmitida às novas gerações, reduzindo gradualmente a capacidade de transmissão dessas doenças.
A tecnologia não substitui os cuidados tradicionais de combate ao mosquito, como a eliminação de recipientes com água parada, mas funciona como uma estratégia complementar no controle das arboviroses.
Em Foz do Iguaçu, o projeto começou em agosto de 2024 e, ao longo de 2025, alcançou cerca de metade da área urbana do município. Segundo a prefeitura, a expansão da iniciativa contribuiu para a redução dos casos de dengue na cidade. A ação é desenvolvida pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.
Fonte: Portal da Cidade
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