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EFEITO EL NIÑO

Mais esta? El Niño pode trazer um novo problema para Foz nos próximos meses

Saúde alerta que mais chuva e calor podem favorecer o Aedes aegypti e elevar casos de dengue e chikungunya nos próximos meses.

Publicado em 29/08/2026 às 11:32

(Foto: PMFI/Divulgação)

A Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu emitiu um alerta para a possibilidade de aumento dos casos de dengue e chikungunya nos próximos meses. A preocupação está relacionada às condições climáticas que podem favorecer a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas doenças.

Segundo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, o alerta considera a possibilidade de ocorrência do El Niño, fenômeno climático que pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura. Períodos mais quentes e chuvosos criam condições favoráveis para o acúmulo de água e a proliferação do mosquito.

Apesar do alerta, Foz do Iguaçu mantém atualmente um cenário considerado controlado pela Saúde. O boletim epidemiológico divulgado nesta semana aponta 3.605 notificações de casos suspeitos de dengue. Desse total, 43 foram confirmados e 3.383 descartados.

A chikungunya também está sendo monitorada. O município contabiliza 282 notificações suspeitas e quatro casos confirmados. Até o momento, não há registro de zika vírus em Foz.

A orientação da Secretaria de Saúde é para que os cuidados sejam reforçados antes de uma eventual mudança no cenário epidemiológico.

Segundo a coordenadora técnica da Vigilância Ambiental, Renata Defante Lopes, o município utiliza ferramentas como mapas de calor para identificar as regiões com maior risco e direcionar as equipes para os locais que precisam de atenção.

"Mais do que acompanhar os números, precisamos entender onde o risco está concentrado", afirmou. Segundo ela, a dengue exige vigilância contínua mesmo quando o número de casos está baixo.

Além das vistorias, orientações e ações realizadas pelo poder público, a Saúde reforça que os moradores precisam eliminar possíveis criadouros dentro de casa.

A recomendação é manter quintais livres de recipientes que acumulem água, deixar caixas-d'água e reservatórios bem fechados, limpar ralos, calhas e canaletas, cuidar de piscinas e cisternas e evitar o acúmulo de lixo.

A população também deve permitir a entrada dos agentes do Centro de Controle de Zoonoses durante as vistorias.

Denúncias e informações sobre possíveis focos do mosquito podem ser encaminhadas pelo aplicativo eOuve ou pelos telefones 156 e (45) 2105-8730.

Mosquitos com Wolbachia chegam a toda a cidade

O alerta ocorre no momento em que Foz do Iguaçu amplia uma das principais estratégias adotadas para reduzir a transmissão das arboviroses.

A segunda etapa do Método Wolbachia começou nesta semana e prevê a liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. A ação será realizada durante 26 semanas.

Nesta fase, as liberações chegam a outros 28 bairros e fazem com que a estratégia passe a alcançar 100% da área urbana de Foz do Iguaçu.

Estão incluídas regiões como Centro, Vila Portes, Porto Meira, Porto Belo, Cidade Nova, Jardim Panorama, Jardim Ipê, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Portal da Foz, KLP e parte do Morumbi, além de outros bairros.

A tecnologia utiliza mosquitos que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia. Quando eles se reproduzem com os mosquitos encontrados na cidade, a bactéria é transmitida às novas gerações.

A presença da Wolbachia dificulta o desenvolvimento dos vírus da dengue, chikungunya e zika dentro do mosquito, reduzindo sua capacidade de transmitir essas doenças.

Os mosquitos utilizados não são transgênicos. A estratégia é complementar e não substitui a eliminação de água parada e outras medidas tradicionais de combate ao Aedes aegypti.

Quando procurar atendimento

A Secretaria de Saúde também orienta os moradores a ficarem atentos aos sintomas. Entre os principais sinais estão febre alta de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele e dor atrás dos olhos.

Náuseas, vômitos, falta de apetite e diarreia também podem aparecer. Pessoas que apresentarem sintomas devem procurar atendimento de saúde e evitar a automedicação.

Fonte: Portal da Cidade

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