SAÚDE CAPILAR
Menopausa pode mudar o cabelo das mulheres; médica explica os principais sinais
Alterações hormonais podem reduzir o volume dos fios, mas deficiência de ferro, tireoide, estresse e outros fatores também devem ser investigados.
Publicado em
16/10/2026 às 09:35
Atualizado em
O rabo de cavalo ficou mais fino, a risca no meio da cabeça parece mais larga e o couro cabeludo começou a aparecer. Mudanças como essas podem ser sinais de alterações capilares relacionadas à menopausa e merecem atenção.
Com a proximidade do Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, a médica Hellen Assis, que atua nas áreas de medicina regenerativa e capilar, alerta que as mudanças hormonais dessa fase da vida também podem afetar os cabelos.
Um dos problemas que podem aparecer ou se tornar mais evidente é a alopecia androgenética, conhecida como calvície feminina. Nesse quadro, os fios ficam progressivamente mais finos e, com o passar do tempo, o cabelo perde volume.
Segundo a médica, porém, nem toda queda de cabelo durante a menopausa está diretamente ligada às alterações hormonais.
“A menopausa afeta o cabelo feminino, mas é importante investigar outras causas. Precisamos conhecer o histórico de saúde e os hábitos da mulher, como alimentação, mudanças de peso, sono, estresse e uso de alguns medicamentos”, explica.
Ferro e tireoide também devem ser avaliados
Entre os fatores que precisam ser investigados estão a deficiência de ferro e possíveis alterações na tireoide.
De acordo com Hellen, a dosagem de ferritina, exame que ajuda a verificar as reservas de ferro no organismo, costuma fazer parte da avaliação de pacientes que procuram atendimento por queda de cabelo.
“Quando recebemos pacientes com queda de cabelo no consultório, um dos primeiros exames solicitados é a dosagem de ferritina. A falta de ferro pode favorecer a queda dos fios”, afirma.
Mudanças também podem afetar autoestima
Além das alterações físicas, a mudança na aparência dos cabelos pode afetar o bem-estar emocional das mulheres. O estresse, por exemplo, pode contribuir para determinados tipos de queda, enquanto a perda de volume pode interferir na autoestima e na relação com a própria imagem.
“Para algumas mulheres, essas mudanças mexem com a feminilidade e com a percepção do envelhecimento. Ouvir essas preocupações faz parte do cuidado”, destaca a médica.
O tratamento depende da causa identificada e deve ser definido individualmente. Segundo Hellen, existem opções clínicas que podem ajudar no controle da calvície feminina e estimular o crescimento dos fios. Em alguns casos, o transplante capilar também pode ser avaliado.
“Procuramos olhar a mulher de forma integral. O tratamento depende da causa identificada. Há opções clínicas que podem ajudar a controlar a calvície feminina e favorecer o crescimento dos fios. O transplante pode ser considerado em alguns casos, sempre após avaliação individual”, conclui.
Mais informações sobre avaliação e cuidados com a saúde capilar podem ser obtidas diretamente com a médica Hellen Assis pelo Instagram @drahellenmarquesassis ou pelo WhatsApp (45) 99992-5955.
Fonte: Portal da Cidade I Assessoria
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