Saúde Pública
Ocupação acima de 100% leva Câmara a se manifestar sobre crise no Hospital Municipal
Câmara destaca esforço das equipes médicas, mas alerta para necessidade de reforço na estrutura hospitalar.
Publicado em
09/06/2026 às 12:40
Atualizado em
O cenário de pressão sobre o sistema público de saúde de Foz do Iguaçu ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (9). A Comissão de Saúde, Esporte e Proteção Animal (CSEPA) da Câmara Municipal divulgou uma nota pública manifestando preocupação com a situação de superlotação enfrentada pelo Hospital Municipal Padre Germano Lauck, principal unidade de referência da cidade e da região Oeste do Paraná.
A manifestação ocorre após o comunicado emitido pelo Núcleo Interno de Regulação da Fundação Municipal de Saúde informar a ocupação total dos leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de uma taxa de ocupação hospitalar superior a 100%. Segundo a nota, pacientes chegaram a ser acomodados em áreas de circulação devido ao esgotamento da capacidade operacional da unidade.
De acordo com a comissão, o quadro representa riscos à qualidade da assistência prestada e evidencia a crescente pressão sobre a rede pública de saúde do município. Os vereadores também destacaram o trabalho realizado por médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais que seguem atuando em meio à alta demanda.
Nos esclarecimentos encaminhados à Câmara, a direção do Hospital Municipal informou que a superlotação está relacionada a um desequilíbrio temporário entre o número de admissões e a velocidade de liberação dos leitos, situação que tem provocado represamento principalmente nos setores de urgência e emergência. Segundo a administração da unidade, medidas emergenciais estão sendo adotadas para reorganizar o fluxo assistencial e sincronizar altas hospitalares com novos internamentos.
A direção também afirmou que a crise vem sendo acompanhada por meio de monitoramento permanente dos indicadores operacionais e reforçou que nenhum paciente internado ou em situação crítica deixará de receber atendimento. As ações adotadas, conforme o hospital, possuem caráter técnico, temporário e preventivo.
A situação já vinha chamando atenção nos últimos dias. Informações divulgadas anteriormente pelo próprio hospital apontavam lotação máxima dos leitos clínicos e de terapia intensiva, além da necessidade de restringir temporariamente novos encaminhamentos para preservar a segurança assistencial e evitar o colapso operacional da unidade.
Na avaliação da Comissão de Saúde da Câmara, o momento reforça a necessidade de medidas estruturantes para ampliar a capacidade da rede pública. Os vereadores lembram que Foz do Iguaçu atende não apenas a população local, mas também pacientes de dezenas de municípios da região e demandas decorrentes da condição de cidade de fronteira e destino turístico internacional.
A comissão informou que continuará acompanhando a evolução do quadro, fiscalizando as medidas adotadas e cobrando soluções junto aos gestores responsáveis. Para os parlamentares, a preservação da saúde pública deve permanecer como prioridade absoluta diante do aumento da demanda por atendimento hospitalar.
Fonte: Portal da Cidade
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