Saúde Mental
Palestra sobre risco de suicídio abre as atividades do Setembro Amarelo
Campanha foi lançada nesta quinta-feira (1°) no auditório da Polícia Federal.
Publicado em 01/09/2022 às 14:01
Identificar comportamentos e acolher o indivíduo com risco de suicídio, estimular a conversa e oferecer ajuda. Estes foram alguns dos assuntos debatidos na manhã desta quinta-feira (1º) durante a abertura do Setembro Amarelo, o mês de prevenção e combate ao suicídio.
O lançamento da campanha, organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, foi no auditório da Polícia Federal e reuniu servidores de diversas secretarias, além de universidades, representantes de instituições públicas e privadas.
Até o final do mês, serão realizadas capacitações com professores das escolas municipais e colégios estaduais, orientações aos servidores e usuários das 29 Unidades Básicas de Saúde, rodas de conversa com alunos em 27 colégios da rede estadual e com servidores das penitenciárias.
No lançamento da campanha, a secretária da saúde Jaqueline Tontini, enfatizou a importância do falar, o tema da campanha este ano. “Todos os equipamentos da saúde são portas abertas para quem precisa de ajuda, mas o primeiro passo é falar. Sabemos que a depressão aumentou muito no período de pandemia e precisamos fazer com que as pessoas busquem ajuda a qualquer sinal de tristeza ou desconforto. Entendemos que falar é a melhor solução”, enfatizou.
Jaqueline também destacou o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, com os três CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), o ambulatório de saúde mental, unidades de acolhimento, como a UAI (Unidade de Acolhimento Infantil e a UAA (Unidade de Acolhimento adulto). A rede também firmou um convênio com a Unioeste e está capacitando 30 psicólogos.
Campanha
O secretário de segurança pública Marcos Antônio Jankhe, também participou da abertura do evento, e comentou a importância da campanha e da união de esforços da sociedade. “Todo mundo conhece alguém que passa ou já passou por uma depressão. Sabemos da complexidade que envolve esta doença, mas precisamos unir forças para salvar vidas”, disse.
Representante do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, Ederson Cadaval destacou a importância do acolhimento para os familiares enlutados. “Familiares e amigos impactados se tornam grupos vulneráveis para o suicídio, por isso a importância de tratarmos do acolhimento, seja dentro das escolas ou nas unidades de saúde”, reiterou.
A campanha Setembro Amarelo é organizada pela Secretaria Municipal da Saúde, através da Diretoria de Saúde Mental, com apoio das seguintes entidades: Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (COMUD), Conselho Regional de Psicologia (CRP), Centro de Valorização da Vida (CVV), Câmara Técnica da Rede de Atenção Psicossocial, Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Federal, Unila, Unioeste, UDC, Uniamérica, Sagrada Família, Associação Fraternidade Aliança (AFA) e Conselho Tutelar.
O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é lembrado em 10 de setembro. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2019 ocorreram no Brasil 112.230 mortes por suicídio.
Fonte: Assessoria
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