MOSQUITOS DO BEM
CCZ prepara 911 potes com mosquitos Wolbachia para soltura em 28 bairros
Primeiras liberações estão previstas para 25 de agosto. Nova etapa levará o método de combate à dengue a todo o território da cidade.
Publicado em 14/08/2026 às 10:46
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) começou a produzir os mosquitos com a bactéria Wolbachia que serão liberados em 28 bairros de Foz do Iguaçu. Para a primeira soltura, prevista para 25 de agosto, estão sendo preparados 911 potes.
A produção teve início nesta quinta-feira (13), após a capacitação das equipes que trabalham no insetário instalado no Horto Municipal. A nova etapa ampliará a tecnologia para 100% do território da cidade.
Os ovos dos mosquitos chegam ao município dentro de cápsulas, acompanhados de ração. Cada pacote contém cerca de 1,2 mil unidades. As cápsulas são colocadas individualmente em recipientes com água e levadas para uma sala com temperatura controlada.
Entre cinco e sete dias, as larvas passam para a fase de pupa. Em seguida, são transferidas para a chamada sala de adultos, onde permanecem por mais dois a cinco dias. Um dia antes da liberação, a água dos recipientes é retirada.
Soltura em 28 bairros
Os mosquitos serão liberados no Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Maracanã, Itaipu B, KLP, Porto Belo, Três Bandeiras, Vila Portes, Jardim Ipê, Itaipu A, Campus do Iguaçu, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Parque Monjolo, Porto Meira, Jardim Panorama, Jardim São Roque, Cidade Nova, Centro Cívico, Náutica, São Roque, Centro, Três Fronteiras, Portal da Foz, Mata Verde, Jardim Cataratas e Lote Grande. No Morumbi, a liberação será parcial.
Antes das solturas, equipes do CCZ estão visitando moradores das regiões atendidas. O objetivo é explicar como o método funciona, esclarecer dúvidas e preparar a comunidade para a presença dos mosquitos.
A segunda etapa dá continuidade ao trabalho iniciado em 2024, quando aproximadamente metade do território de Foz do Iguaçu foi contemplada.
Como funciona o método
O método consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. Conhecidos como Wolbitos, eles se reproduzem com os mosquitos encontrados na cidade e transmitem a bactéria aos descendentes.
A Wolbachia reduz a capacidade do mosquito de transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya. Segundo os responsáveis pelo programa, o método é seguro para pessoas, animais e o meio ambiente.
A estratégia, no entanto, não substitui os cuidados contra a água parada e a eliminação dos criadouros.
Foz do Iguaçu soma aproximadamente 3,4 mil notificações de dengue, das quais 35 foram confirmadas. Até o momento, o município não registrou mortes pela doença.
“É um período mais tranquilo, mas ainda assim estamos em alerta. Precisamos do apoio da população e que os moradores façam a sua parte”, afirmou a supervisora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes.
A iniciativa é conduzida pela Fiocruz e pela Wolbito do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.
Fonte: Portal da Cidade
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