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REINSERÇÃO SOCIAL

Casa de Passagem registra 10 histórias de recomeço em Foz no primeiro semestre

Unidade acolheu 157 pessoas entre janeiro e junho; oito conquistaram autonomia e duas retomaram o convívio familiar.

Publicado em 17/08/2026 às 11:12
Atualizado em

(Foto: PMFI/Divulgação)

Dez pessoas acolhidas pela Casa de Passagem II, em Foz do Iguaçu, conseguiram dar novos passos para deixar a situação de rua no primeiro semestre de 2026. O balanço divulgado pela prefeitura reúne oito casos de conquista de autonomia e duas reinserções familiares.

A autonomia está relacionada a avanços como conseguir emprego, alugar um imóvel ou conquistar uma nova moradia. Entre janeiro e junho, a unidade acolheu 157 pessoas e contabilizou 161 entradas e reingressos. A diferença ocorre porque alguns usuários passaram pelo serviço mais de uma vez.

Segundo o município, a taxa de reintegração social chegou a 6,2% no período, acima dos resultados registrados nos dois anos anteriores. O índice foi de 3,59% em 2025 e de 3,57% em 2024.

Uma das histórias é a de Paulo Henrique Rosa de Souza, que se formalizou como microempreendedor individual, o MEI, no fim de julho. Ele recebeu acompanhamento da Secretaria Municipal de Assistência Social e participou do projeto Ambiência Participativa.

A iniciativa envolve os acolhidos na manutenção dos espaços coletivos da unidade e busca valorizar os conhecimentos e as habilidades de cada participante. O objetivo é fortalecer o sentimento de pertencimento e ampliar as possibilidades de retorno ao mercado de trabalho.

De acordo com o diretor da Proteção Social Especial, Sidney Ribeiro, o atendimento procura ir além da oferta de abrigo temporário. O trabalho inclui a reconstrução de vínculos, o desenvolvimento da autonomia e a criação de novos projetos de vida.

Saúde concentra encaminhamentos

Durante o primeiro semestre, a equipe também realizou 148 encaminhamentos para serviços públicos. Desse total, 131 foram destinados à área da saúde, o equivalente a 88,5%.

Os atendimentos envolveram consultas, exames, acesso a medicamentos, acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial, os Caps, e acionamentos do Samu.

Desde março, a Casa de Passagem II também ampliou os registros no Plano Individual de Atendimento. O documento reúne informações sobre a trajetória, as necessidades, os avanços e as estratégias definidas para cada pessoa acolhida.

Alfabetização Cidadã

A unidade iniciou ainda o projeto Alfabetização Cidadã, voltado aos acolhidos que enfrentam dificuldades de leitura, escrita e acesso a ferramentas digitais.

As atividades trabalham situações do cotidiano, como compreender documentos, assinar o próprio nome, utilizar recursos digitais e acessar serviços públicos. Segundo a coordenadora Ivana dos Santos Batista, a proposta busca fortalecer a autoestima, a autonomia e as possibilidades de inserção social e profissional.

Fonte: Portal da Cidade

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