MEIO AMBIENTE
De harpias a antas, Itaipu comemora 42 anos de conservação da biodiversidade
Programa ambiental já plantou mais de 24 milhões de árvores, recuperou áreas da Mata Atlântica e mantém projetos de reprodução de espécies ameaçadas.
Publicado em 27/06/2026 às 15:31
Muito antes de a preservação ambiental ganhar espaço nas discussões globais sobre sustentabilidade, a Itaipu Binacional já iniciava um trabalho que mudaria a paisagem ao redor do reservatório da usina. Neste sábado (27), a empresa celebra os 42 anos da criação de suas áreas protegidas, um conjunto de iniciativas que ajudou a recuperar parte da Mata Atlântica, proteger animais ameaçados de extinção e consolidar a binacional como referência em conservação ambiental.
Ao longo de mais de quatro décadas, a empresa formou um dos maiores corredores verdes do Paraná. Somente na margem brasileira, mais de 24 milhões de árvores nativas foram plantadas na Faixa de Proteção e nos refúgios biológicos, restaurando áreas degradadas e fortalecendo a biodiversidade em toda a região do reservatório.
O impacto vai além da vegetação. Os corredores ecológicos criados pela Itaipu passaram a oferecer abrigo para centenas de espécies e contribuíram para manter a qualidade da água que abastece o lago da usina, elemento considerado estratégico para a produção de energia.
Segundo o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni, a preservação ambiental faz parte da própria operação da hidrelétrica.
"A proteção do meio ambiente é um compromisso permanente da Itaipu. Cuidar das florestas e da biodiversidade significa também preservar as condições necessárias para a geração de energia limpa e renovável", afirmou.
A história da conservação começou ainda durante a formação do reservatório, quando a Operação Mimba-Kuera mobilizou equipes para resgatar milhares de animais que seriam atingidos pela elevação das águas. Desde então, o trabalho evoluiu para programas permanentes de pesquisa, reprodução de espécies, reflorestamento e atendimento à fauna silvestre.
Hoje, a Itaipu abriga o maior programa de reprodução de harpias do mundo e participa da recuperação de espécies ameaçadas, como o mutum-de-penacho e a jacutinga. O trabalho desenvolvido também ajudou a ampliar significativamente a diversidade de espécies vegetais presentes na Faixa de Proteção.
Levantamentos da SOS Mata Atlântica apontam que as iniciativas da binacional colaboraram para cerca de um terço de toda a recuperação registrada do bioma no Paraná, tornando a empresa um dos principais agentes de restauração florestal do Estado.
Foz concentra uma das principais estruturas ambientais
Em Foz do Iguaçu, o Refúgio Biológico Bela Vista reúne parte importante desse trabalho. Apenas no último ano nasceram 64 animais na unidade, entre eles duas harpias, cinco antas e seis jacutingas, todos inseridos em programas de conservação voltados a espécies ameaçadas.
O viveiro florestal da unidade também produziu aproximadamente 350 mil mudas de 89 espécies nativas da Mata Atlântica, utilizadas em projetos de recuperação ambiental na região. Outro destaque é o Projeto de Abelhas Nativas sem Ferrão, que promove educação ambiental e incentiva práticas sustentáveis relacionadas à preservação dos polinizadores.
Enquanto isso, o Refúgio Biológico de Santa Helena concentra pesquisas sobre a evolução da fauna e da flora após quatro décadas de recuperação ambiental, analisando o papel das áreas protegidas na conexão entre os remanescentes da Mata Atlântica e o Parque Nacional do Iguaçu.
No Refúgio Biológico Binacional Maracaju, na divisa entre Brasil e Paraguai, equipes dos dois países atuam conjuntamente em projetos de restauração florestal e educação ambiental, reforçando a cooperação internacional na preservação dos recursos naturais.
Ao completar 42 anos, as áreas protegidas da Itaipu representam um dos principais patrimônios ambientais da região Oeste do Paraná. O trabalho iniciado para minimizar os impactos da construção da usina transformou-se em um programa permanente de conservação que continua produzindo resultados para a fauna, a flora e para a própria segurança da geração de energia da hidrelétrica.
Fonte: Portal da Cidade
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