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ANTES DO RECAPE

Ruas de Foz passam por teste para definir espessura da nova camada de asfalto

Equipamento mede quanto o pavimento cede com o peso de um caminhão e ajuda a calcular a quantidade necessária de material para cada trecho.

Publicado em 23/09/2026 às 22:57

(Foto: PMFI/Divulgação)

Antes de receber uma nova camada de asfalto, ruas e avenidas de Foz do Iguaçu passam por uma avaliação que ajuda a definir quanto do pavimento antigo precisa ser retirado e qual deve ser a espessura do novo revestimento. O objetivo é adequar o recape às condições de cada trecho e evitar o uso de material além ou abaixo do necessário.

O procedimento é feito com a chamada Viga Benkelman, equipamento utilizado para medir quanto o pavimento cede quando submetido ao peso de um veículo. O teste é realizado nos trechos onde a necessidade de recape já foi identificada.

Durante a avaliação, um caminhão com carga padronizada passa pelo local enquanto o equipamento registra a deformação do asfalto. Os resultados mostram as condições estruturais da pista e servem de base para definir a intervenção.

Segundo o diretor de manutenção viária da Secretaria Municipal de Obras, Rubens Sarlo, a análise permite determinar quanto do pavimento deve ser removido e se a nova camada, por exemplo, terá 4, 5 ou 6 centímetros.

A espessura não é necessariamente a mesma em todas as ruas. O cálculo considera as condições do pavimento, o fluxo de veículos e também o peso dos automóveis, ônibus e caminhões que circulam pelo trecho.

Com isso, uma avenida de tráfego intenso pode exigir uma solução diferente daquela aplicada em uma rua residencial. A avaliação também busca evitar a retirada desnecessária de asfalto que ainda apresenta condições de aproveitamento.

Malha viária ainda é um desafio

A manutenção ganha importância diante do envelhecimento da malha viária de Foz do Iguaçu. Com o passar dos anos e a circulação constante de veículos, o pavimento perde capacidade de suporte e fica mais sujeito a rachaduras, deformações e outros tipos de desgaste.

Além de recuperar ruas que chegaram ao fim da vida útil, o município precisa conservar trechos ainda em boas condições e ampliar a pavimentação onde o asfalto não chegou.

De acordo com o diretor de pavimentação, Fábio Cardoso, Foz do Iguaçu ainda possui cerca de 60 quilômetros de vias com pavimento poliédrico, conhecido como calçamento, e mais de 100 quilômetros de estradas de chão.

O teste com a Viga Benkelman é utilizado tanto nos recapes executados pelas próprias equipes municipais quanto na elaboração de projetos maiores, posteriormente licitados e contratados.

Segundo Cardoso, o desafio é conciliar a recuperação de pavimentos deteriorados, a conservação das ruas existentes e a expansão do asfalto para regiões que ainda não possuem pavimentação.

Fonte: Portal da Cidade

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