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Educação de Foz nega prejuízo após retirada de 7 mil livros de inglês; CPI discorda

Secretaria diz que aulas continuaram com outros materiais; vereadores apontam falhas no recolhimento e prejuízo ao ensino de inglês.

Publicado em 10/10/2026 às 16:02
Atualizado em

(Foto: Divulgação/Arquivo)

A Secretaria Municipal de Educação de Foz do Iguaçu contestou a conclusão da CPI que investigou a retirada de cerca de 7 mil livros de inglês das escolas municipais. Em nota divulgada na sexta-feira (9), a pasta afirmou que os estudantes não tiveram prejuízo pedagógico em 2025 nem em 2026.

O relatório da comissão apresenta uma conclusão diferente. Para os vereadores, a retirada dos livros afetou o ensino da disciplina nos dois anos letivos.

Os exemplares da coleção English After School foram recolhidos em junho de 2025, após uma polêmica envolvendo uma atividade sobre o Valentine’s Day. O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal (Sinprefi) questionou a medida na Justiça, que determinou a devolução do material às escolas. A entrega começou em agosto daquele ano.

O que diz a Educação

Na resposta à CPI, a secretaria confirmou que os livros devolvidos em 2025 não foram enviados novamente às escolas em 2026, por determinação da então responsável pela pasta.

Segundo a Educação, as escolas de período integral utilizaram material digital do Inglês Paraná Kids entre fevereiro e março. Depois, passaram a usar material impresso do Inglês Paraná Juntos.

A secretaria argumenta que os livros recolhidos eram um recurso de apoio aos professores e que as aulas continuaram com outras atividades, incluindo práticas de oralidade. A pasta também reconhece que houve redução no número de turmas e alunos atendidos em 2026, mas atribui a mudança à reorganização da grade curricular. Neste ano, o inglês passou a ser oferecido exclusivamente nas escolas integrais.

O que concluiu a CPI

A comissão da Câmara afirma que os livros foram retirados sem parecer pedagógico formal, consulta prévia aos professores ou planejamento para substituí-los. Segundo o relatório, a falta do material prejudicou a continuidade das aulas e o acompanhamento da aprendizagem em 2025 e 2026.

Os vereadores também questionam a redução da oferta de inglês nas escolas. O relatório, porém, não informa quantas unidades deixaram de oferecer a disciplina nem o número de estudantes atingidos pela mudança.

A CPI analisou ainda uma proposta de R$ 576 mil para a adoção de um novo sistema de ensino de inglês. As tratativas ocorreram perto da data em que os livros foram recolhidos, mas a comissão considerou inconclusiva a suspeita de que a retirada tenha servido para favorecer a contratação. O relatório não comprova que o contrato tenha sido fechado.

Próximos passos

A leitura do relatório na Câmara está prevista para terça-feira (13). A CPI recomenda o envio dos documentos reunidos ao Ministério Público do Paraná, ao Tribunal de Contas do Estado e à Controladoria-Geral do Município, para análise e eventuais providências.

Até agora, não há responsabilização definitiva. A Educação sustenta que os alunos continuaram a ter aulas sem prejuízo, enquanto a comissão afirma que a retirada dos livros afetou o ensino de inglês na rede municipal.

Fonte: Portal da Cidade

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