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CAÇA ILEGAL

PF investiga grupo suspeito de entrar armado todo mês no Parque Nacional do Iguaçu

Operação cumpriu mandados nesta terça-feira (1º) em Foz do Iguaçu. Carne congelada, celulares, roupas e equipamentos usados para caça foram apreendidos.

Publicado em 01/09/2026 às 10:02

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (1º), em Foz do Iguaçu, contra investigados suspeitos de realizar caçadas ilegais de forma recorrente dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Segundo a PF, as investigações apontam que os suspeitos faziam incursões armadas na unidade de conservação pelo menos uma vez por mês desde o início de 2026. As entradas na mata ocorriam principalmente durante a noite.

A ação, chamada de Operação Pyhare, contou com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Durante as buscas desta terça-feira, foram apreendidos celulares, documentos, roupas e equipamentos utilizados para caça, além de materiais destinados à montagem de jirau na mata.

As equipes também encontraram carne congelada. O material será encaminhado para perícia genética, que deverá identificar a espécie do animal e ajudar a esclarecer se a carne tem relação com a caça de animais silvestres dentro do parque.

Investigação começou após flagrante

O caso começou a ser investigado depois que dois homens foram presos em flagrante em 6 de julho de 2026, na região da Linha Santo Alberto, dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

Na ocasião, uma ação conjunta da Polícia Militar Ambiental e do ICMBio encontrou com os suspeitos dois rifles calibre .22, 62 munições intactas e equipamentos associados à caça noturna.

Entre os materiais estavam lanternas de alta potência, redes de descanso camufladas e mira óptica.

A partir do flagrante, a investigação avançou e, conforme a Polícia Federal, foram encontrados indícios de que as entradas no parque não eram isoladas. Os investigados teriam realizado incursões armadas de forma reiterada, ao menos mensalmente, desde o começo deste ano.

Caçadas durante a noite

O nome escolhido para a operação faz referência à forma como o grupo supostamente agia. "Pyhare" significa noite ou escuridão em guarani.

De acordo com a investigação, os suspeitos entravam na mata durante o período noturno e utilizavam lanternas de alta potência, mira óptica e redes camufladas, que permitiam permanecer no interior da unidade de conservação durante a noite.

Os celulares, documentos e demais materiais recolhidos nesta terça-feira serão analisados pela Polícia Federal para dar continuidade às investigações.

Fonte: Portal da Cidade

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