Portal da Cidade Foz

Gastos de campanha

Candidatos a deputado de Foz poderão gastar até R$ 87,7 milhões na campanha de 2026

Levantamento reúne 39 candidaturas ligadas ao município; valores são tetos autorizados pela Justiça Eleitoral, não gastos já confirmados.

Publicado em 26/08/2026 às 08:37
Atualizado em

(Foto: TRE/Divulgação)

Os 39 candidatos ligados a Foz do Iguaçu que disputam vagas de deputado estadual e federal nas eleições de 2026 poderão gastar, juntos, até R$ 87.673.401,79 durante a campanha. O valor representa a soma dos limites individuais estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O levantamento considera 20 candidatos a deputado federal e 19 candidatos a deputado estadual encontrados na base oficial até segunda-feira, 24 de agosto. O cálculo parte da possibilidade de que todos permaneçam na disputa e utilizem integralmente o limite permitido pela Justiça Eleitoral.

Isso não significa, porém, que R$ 87,7 milhões serão efetivamente gastos. O valor indica apenas o máximo autorizado pela Justiça Eleitoral. As campanhas dependerão dos recursos repassados pelos partidos, das doações recebidas, do financiamento coletivo e das demais fontes permitidas pela legislação eleitoral.

Para deputado federal, cada candidato pode gastar até R$ 3.176.572,53. Com 20 candidaturas ligadas ao município, o limite conjunto chega a R$ 63.531.450,60.

Na disputa para deputado estadual, o teto individual é de R$ 1.270.629,01. Multiplicado pelas 19 candidaturas relacionadas a Foz, o valor máximo alcança R$ 24.141.951,19.

Candidatos a deputado estadual

Cada um dos 19 candidatos abaixo poderá gastar até R$ 1.270.629,01 na campanha:

  • Cabo Cassol, do PL, número 22090;
  • Caê Traven, do PT, número 13420;
  • Deoclecio Duarte, do União Brasil, número 44222;
  • Dra. Carla Rosane, do PL, número 22224;
  • Duso, do PV, número 43123;
  • Érica Gonçalves, do Missão, número 14011;
  • Giovani Fagundes, do PDT, número 12666;
  • Inês da Saúde, do PSD, número 55321;
  • Jairo Cardoso, do PSDB, número 45022;
  • Lori de Andrade, do União Brasil, número 44007;
  • Matheus Vermelho, do PL, número 22888;
  • Mazé Saad, do PCdoB, número 65650;
  • Michelle Tapia, do Podemos, número 20999;
  • Paulo Mac Donald, do PP, número 11333;
  • Ricardinho, do PSD, número 55550;
  • SGT Carlos Souza, do Podemos, número 20022;
  • Sidnei Prestes, do Podemos, número 20120;
  • Valentina, do PT, número 13133;
  • Yasmin Hachem, do PT, número 13413.

Caso todos atinjam o teto, as 19 campanhas para deputado estadual poderão movimentar até R$ 24.141.951,19.

Candidatos a deputado federal

Cada um dos 20 candidatos a deputado federal poderá gastar até R$ 3.176.572,53:

  • Airton José, do MDB, número 1526;
  • Ari Ribeiro, do PSB, número 4015;
  • Chico Brasileiro, do PSDB, número 4555;
  • Claudinei Borges, do Democrata, número 3522;
  • Darlon Paraná Pop, do Missão, número 1444;
  • Dr. Ranieri, do Republicanos, número 1045;
  • Edson Fernando, do PSB, número 4001;
  • Elisangela Borges, do Democrata, número 3577;
  • Flávio Ferrari, Faca na Bota, do União Brasil, número 4477;
  • Gilvan Federal, do PT, número 1311;
  • Jajá da Saúde, do Democrata, número 3501;
  • Leandro Pinto, do PSDB, número 4522;
  • Luciano Alves, do Podemos, número 2080;
  • Marcio Rosa, do PDT, número 1255;
  • Paulinho do Asfalto, do PDT, número 1244;
  • Sandra Tarabayne, do Podemos, número 2055;
  • Thiago Kodama, do PP, número 1133;
  • Túlio Bandeira, do PSDB, número 4500;
  • Vermelho, do PL, número 2200;
  • William Barros, do Novo, número 3055.

Se todas as candidaturas utilizarem o limite integral, as campanhas para deputado federal poderão movimentar até R$ 63.531.450,60.

Campanhas já receberam R$ 746 mil

Apesar do teto superior a R$ 87 milhões, a movimentação financeira registrada nos primeiros dias de campanha ainda era pequena.

Na extração do TSE gerada às 4h desta terça-feira, 25 de agosto, 12 candidaturas ligadas a Foz apresentavam receitas. Somados, os recursos declarados chegavam a R$ 746.327.

Entre os candidatos a deputado federal, Thiago Kodama aparecia com R$ 556,5 mil em receitas. Na sequência estavam William Barros, com R$ 20.285; Chico Brasileiro, com R$ 16 mil; Airton José, com R$ 4 mil; Túlio Bandeira, com R$ 2,5 mil; e Flávio Ferrari, com R$ 1 mil.

Entre os candidatos a deputado estadual, Paulo Mac Donald havia informado R$ 128 mil em receitas. Yasmin Hachem aparecia com R$ 10 mil; Caê Traven, com R$ 3.042; Ricardinho, com R$ 3 mil; SGT Carlos Souza, com R$ 1,5 mil; e Inês da Saúde, com R$ 500.

Para os demais candidatos, não havia receitas disponíveis no arquivo consultado. Isso não significa necessariamente ausência de recursos. As informações podem estar em fase de lançamento e são atualizadas conforme as campanhas enviam os dados à Justiça Eleitoral.

Despesas ainda somavam R$ 6,7 mil

As despesas contratadas pelas candidaturas relacionadas a Foz somavam R$ 6.796 no mesmo levantamento.

Yasmin Hachem havia declarado R$ 3 mil em despesas contratadas. Thiago Kodama aparecia com R$ 2 mil; Caê Traven, com R$ 1.288,95; SGT Carlos Souza, com R$ 500; e William Barros, com R$ 7,05.

Nas demais candidaturas, ainda não havia despesas disponíveis na extração consultada. Os valores representam uma fotografia do início da campanha e devem aumentar ao longo do período eleitoral.

A legislação determina que os recursos financeiros recebidos sejam informados à Justiça Eleitoral em até 72 horas. As campanhas também deverão apresentar as prestações de contas previstas no calendário eleitoral.

O que entra no limite

O teto de gastos não considera somente contas já pagas. Segundo o TSE, entram no cálculo as despesas contratadas diretamente pela campanha, as transferências financeiras realizadas para partidos ou outros candidatos e as doações estimáveis em dinheiro.

As doações estimáveis incluem bens ou serviços cedidos gratuitamente, mas que possuem valor econômico. Também podem entrar no cálculo recursos transferidos pela candidatura ao partido quando o montante superar as despesas realizadas pela legenda em benefício daquele candidato.

O TSE decidiu manter em 2026 os mesmos limites utilizados nas eleições de 2022. A decisão considerou, entre outros fatores, a manutenção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha em R$ 4,9 bilhões. Confira as regras divulgadas pelo TSE.

A candidatura ou o partido que ultrapassar o teto poderá receber multa equivalente a 100% do valor excedente. Dependendo das circunstâncias, o caso também poderá ser analisado como abuso de poder econômico.

Os valores recebidos e gastos por cada candidato podem ser acompanhados no DivulgaCandContas e no Portal de Dados Abertos do TSE. As informações continuarão mudando durante a campanha.

Fonte: Portal da Cidade

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp