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ECONOMIA

Filas na fronteira afastam turistas brasileiros e preocupam comércio de Puerto Iguazú

Setor comercial relata cancelamentos, queda no movimento e pede união para pressionar autoridades por uma solução definitiva para a travessia da fronteira.

Publicado em 15/06/2026 às 12:42

(Foto: Reprodução)

A situação enfrentada por motoristas e turistas na fronteira entre Brasil e Argentina voltou a preocupar os empresários de Puerto Iguazú. As longas filas e os atrasos no Centro de Controle de Fronteiras têm provocado cancelamentos, prejuízos e perda de visitantes brasileiros, que, segundo comerciantes, desistem de cruzar a fronteira diante da demora.

Um dos empresários que tornou pública a preocupação foi o comerciante Mario D'Arpino. Segundo ele, a dificuldade para atravessar a ponte tem afetado diretamente hotéis, restaurantes, lojas e outros estabelecimentos da cidade, principalmente aqueles que dependem do fluxo de turistas vindos de Foz do Iguaçu e de outras regiões do Brasil.

Durante entrevista para um rádio da Argentina, D'Arpino afirmou que hóspedes brasileiros, mesmo com reservas confirmadas, não conseguiram chegar a Puerto Iguazú por causa dos congestionamentos e da lentidão na fiscalização migratória.

"É uma situação que já dura há muito tempo. Não importa mais de quem é a responsabilidade. O que vemos é a perda constante de reservas e oportunidades de negócios", declarou.

O comerciante destacou que o problema ultrapassa questões políticas e defendeu uma mobilização conjunta do setor empresarial para cobrar medidas concretas que garantam mais agilidade na passagem pela fronteira.

Segundo ele, o impacto econômico já é perceptível. Empresas enfrentam dificuldades para manter o movimento e algumas chegaram a encerrar as atividades. Na avaliação do empresário, um sistema de controle mais eficiente permitiria aproveitar melhor o potencial turístico e comercial existente entre as duas cidades.

D'Arpino também chamou atenção para situações consideradas contraditórias. Ele citou o caso de turistas que percorrem mais de mil quilômetros desde cidades brasileiras, como Curitiba, mas acabam impedidos de completar os poucos quilômetros finais até Puerto Iguazú devido às filas na fronteira.

Na avaliação do comerciante, os atuais controles acabam penalizando justamente quem viaja de forma regular entre os dois países, enquanto os transtornos afastam visitantes e comprometem a economia local.

Ele encerrou o apelo defendendo que autoridades dos dois lados da fronteira busquem uma solução definitiva para um problema que, segundo o setor comercial, vem se repetindo há anos e reduzindo o potencial de integração entre Brasil e Argentina.

Fonte: Portal da Cidade

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