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RELAÇÕES DE TRABALHO

Hospital Municipal cria mesa para analisar 24 propostas apresentadas por trabalhadores

Pautas incluem saúde, segurança, proteção social e concurso público. Ampliação de contratos temporários foi descartada por impedimento legal.

Publicado em 07/08/2026 às 11:23

(Foto: PMFI/Divulgação/Arquivo)

O Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, criou uma Mesa Permanente de Negociação para analisar 24 propostas apresentadas pelo sindicato que representa os trabalhadores da saúde. A medida estabelece um canal contínuo de diálogo entre os profissionais e a direção da instituição.

As reivindicações foram recebidas pela Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu e serão avaliadas conforme a prioridade, a viabilidade técnica e os limites legais e orçamentários. O acolhimento das pautas não significa que todas as medidas já foram aprovadas.

A decisão foi formalizada após uma reunião realizada em 31 de julho entre a direção da Fundação e representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Foz do Iguaçu e Região, o SEESSFIR.

Depois do encontro, a gestão elaborou uma nota técnica que organiza as propostas e indica os procedimentos necessários para a análise de cada uma. O documento foi encaminhado ao sindicato junto com um ofício e uma carta do diretor do hospital, Jorge Áureo Ferreira, ao presidente da entidade, Paulo Sérgio Ferreira.

O que está entre as propostas

As 24 reivindicações foram separadas em seis áreas:

  • Saúde, segurança e qualidade de vida no trabalho;
  • Desenvolvimento humano;
  • Gestão e estrutura;
  • Proteção social e família;
  • Governança e diálogo;
  • Contratação permanente de profissionais.

Segundo a Fundação, algumas medidas poderão avançar após análises técnicas e administrativas. Outras dependem de estudos sobre o impacto financeiro e da disponibilidade de recursos.

A contratação permanente de profissionais, por meio de concurso público, integra o planejamento estratégico da instituição. Não foram informados, porém, prazos para a realização do processo.

Contratos temporários

A Fundação também analisou a proposta de ampliar para três anos a duração dos contratos temporários por meio de acordo coletivo. Conforme o parecer jurídico apresentado, a mudança não pode ser feita dessa forma, porque o prazo desse tipo de contratação é definido por lei.

Apesar da impossibilidade jurídica, a direção informou que o tema não interrompe as negociações. A nova mesa deverá discutir as pautas consideradas viáveis e buscar alternativas que respeitem a legislação.

De acordo com Jorge Áureo, a valorização dos profissionais também influencia o atendimento prestado aos pacientes.

“As pessoas que fazem o Hospital funcionar todos os dias são parte essencial do cuidado oferecido à população. Queremos que essa construção seja conjunta e permanente”, afirmou.

Com a criação da mesa, as discussões sobre as condições de trabalho deixam de ocorrer apenas em encontros pontuais e passam a fazer parte de um canal institucional permanente entre a direção e os trabalhadores.

Fonte: Portal da Cidade

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