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GESTÃO PROVISÓRIA

Estado assume Centro de Convenções antes de projeto que prevê R$ 200 milhões

Governo passa a cuidar da estrutura e da agenda de eventos enquanto prepara novo modelo de gestão que prevê R$ 200 milhões em investimentos.

Publicado em 07/09/2026 às 10:29
Atualizado em

(Foto: PMFI/Divulgação/Arquivo)

O Governo do Paraná estabeleceu um modelo provisório para administrar e explorar economicamente o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu enquanto prepara uma nova forma de gestão do complexo. A medida mantém o espaço disponível para eventos durante o período de transição.

Pelas novas regras, o Estado passa a dividir entre diferentes secretarias responsabilidades como manutenção, segurança, energia elétrica, água, internet e conservação do imóvel. A Secretaria de Estado do Turismo ficará responsável pela agenda e pela análise dos pedidos de utilização do Centro de Convenções.

O uso do espaço será, em regra, pago e o valor deverá ser recolhido antecipadamente. Os recursos arrecadados serão destinados ao Tesouro Estadual. A utilização gratuita poderá ser autorizada em situações de interesse público, desde que exista respaldo legal.

O regime é temporário e permanecerá enquanto o Estado avança na implantação do Fundo de Investimento Imobiliário, o FII Paraná CCFI, escolhido como modelo para modernizar, explorar e administrar o empreendimento no longo prazo.

Projeto prevê cerca de R$ 200 milhões

A mudança provisória ocorre enquanto o Governo do Paraná prepara uma transformação maior para o Centro de Convenções.

Segundo a Secretaria de Estado do Planejamento, a modelagem do fundo prevê que o Estado coloque o imóvel no FII como sua participação inicial. O complexo foi avaliado originalmente em aproximadamente R$ 74 milhões. A expectativa é captar cerca de R$ 200 milhões no mercado financeiro para novos investimentos.

O dinheiro deverá financiar a modernização e ampliação do complexo. Entre as projeções apresentadas pelo Governo estão estacionamento para até 2 mil veículos, espaço para eventos com capacidade de até 30 mil pessoas e ampliação da área construída, que poderá chegar a aproximadamente 65 mil metros quadrados. Atualmente, o terreno possui cerca de 100 mil metros quadrados e aproximadamente 30 mil metros quadrados de área construída.

O fundo terá como finalidade específica desenvolver e administrar o Centro de Convenções. A instituição escolhida deverá cuidar da estruturação financeira, administração, gestão dos investimentos e captação de recursos privados. O Estado deverá permanecer como cotista estratégico e participar da governança para preservar o interesse público e a finalidade do imóvel.

Modelo passou por mudanças

Inicialmente, o Governo trabalhava com uma concessão de uso do Centro de Convenções por 30 anos. O projeto previa que uma empresa assumisse a revitalização, conservação, operação e exploração econômica do complexo.

Em 2026, porém, a modelagem foi alterada. Estudos técnicos apontaram o Fundo de Investimento Imobiliário como alternativa considerada mais adequada para desenvolver o empreendimento e atrair capital privado.

Um primeiro chamamento para selecionar a instituição responsável pelo fundo chegou a ser aberto, mas foi suspenso em julho para ajustes. Em agosto, a Secretaria do Planejamento realizou uma nova sondagem de mercado para receber contribuições de investidores e aperfeiçoar os documentos da futura concorrência.

Enquanto esse processo não é concluído, o regime transitório permite que o Centro de Convenções continue recebendo eventos e gerando receitas, sem aguardar a implantação definitiva do fundo.

Localizado na Avenida das Cataratas, próximo ao Aeroporto Internacional e à área onde está sendo implantado o Centre Pompidou Paraná, o Centro de Convenções é considerado pelo Estado uma estrutura estratégica para ampliar a capacidade de Foz do Iguaçu de receber congressos, feiras e grandes eventos nacionais e internacionais.

Fonte: Portal da Cidade

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