BAIXA PROCURA
Leilão da Itaipu tem baixa procura e 11 das 14 casas ficam sem comprador
Apenas três imóveis foram arrematados pelo lance mínimo, somando R$ 871,1 mil; unidades restantes voltarão a ser oferecidas.
Publicado em 17/09/2026 às 00:02
Apenas três dos 14 imóveis colocados à venda pela Itaipu Binacional no quinto leilão de casas realizado em 2026 foram arrematados. Os outros 11 não receberam propostas e devem voltar a ser oferecidos em uma nova rodada.
O leilão foi realizado na última quinta-feira (10), no Grand Carimã Resort & Convention Center, em Foz do Iguaçu, com participação presencial e pela internet. As três casas vendidas saíram pelo valor mínimo estabelecido para os lances e garantiram uma arrecadação de R$ 871,1 mil.
Os imóveis ofertados ficam na região da Vila A. Antes do leilão, os valores iniciais divulgados para as casas começavam em aproximadamente R$ 262 mil. A Itaipu também abriu as unidades para visitação antes da disputa, mediante agendamento.
Imóveis sem comprador voltarão a leilão
As 11 casas que não receberam propostas não serão retiradas do processo de venda. Segundo o diretor Administrativo da Itaipu, Djalma Vando Berger, a intenção é reunir essas unidades com imóveis que também ficaram sem compradores nas quatro rodadas anteriores.
Com isso, um novo lote deverá ser formado para outra tentativa de venda. A Itaipu já mantém novos leilões no calendário. O próximo está previsto para 14 de outubro, no JL Hotel by Bourbon, enquanto outra rodada está marcada para 15 de dezembro, novamente no Grand Carimã.
A própria Itaipu já publicou em seu Portal de Fornecedores o processo de alienação de imóveis residenciais marcado para 14 de outubro.
Itaipu já arrecadou R$ 99,3 milhões
Apesar da baixa procura nesta rodada, o programa de venda dos imóveis já movimentou um valor significativo. Desde 2021, a Itaipu realizou 17 leilões de casas que não são mais utilizadas pela empresa.
Com os resultados acumulados, os arremates já somam R$ 99,3 milhões. Antes da rodada de setembro, 228 imóveis haviam sido vendidos e a arrecadação estava próxima de R$ 98 milhões.
A venda faz parte do processo de destinação de imóveis residenciais que deixaram de ser necessários às atividades da binacional. Além de estarem sem utilização, essas propriedades geram despesas de manutenção enquanto permanecem sob responsabilidade da empresa.
Dinheiro financia casas populares
O dinheiro obtido com a venda desses imóveis é destinado ao Projeto Moradias, voltado à construção de habitações populares para famílias em situação de vulnerabilidade social e ambiental.
Em Foz do Iguaçu, 112 moradias dos projetos Foz 1 e Foz 2 já foram concluídas e entregues. A Itaipu prepara uma nova etapa, chamada Foz 3, que prevê a construção de mais 142 casas.
O Projeto Moradias foi lançado em 2023 justamente para utilizar recursos provenientes da venda de imóveis residenciais remanescentes da Itaipu na construção de novas casas. A iniciativa envolve a binacional, o município, o Fozhabita e o Itaipu Parquetec.
A prioridade é atender famílias que vivem em áreas de risco, proteção ambiental ou em condições inadequadas de moradia. Segundo Berger, a intenção é transformar imóveis sem utilização pela empresa em recursos para ampliar os projetos habitacionais no município.
Fonte: Portal da Cidade
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