MORADIA ESTUDANTIL
Casa do Estudante da Unioeste terá 35 quartos e obra deve começar ainda em 2026
Projeto de R$ 3,78 milhões entra na reta final da licitação em Foz do Iguaçu; contrato com construtora deve ser assinado no início de outubro.
Publicado em
03/09/2026 às 00:06
Atualizado em
Uma demanda que se arrasta há anos no campus da Unioeste em Foz do Iguaçu está mais perto de sair do papel. A universidade está na fase final da licitação para construir a primeira Casa do Estudante da unidade, que terá 35 quartos e estrutura própria ao lado do campus.
O investimento previsto é de até R$ 3.783.498,18. Três empresas apresentaram propostas e estão na fase de habilitação do processo, etapa em que a universidade verifica se as concorrentes cumprem as exigências necessárias para assumir a obra.
Segundo o diretor de Planejamento Físico da Unioeste, Paulo Henrique Gris, a expectativa é de que o contrato com a empresa vencedora seja assinado no início de outubro. Depois disso, a construtora terá dez meses para concluir o prédio.
Se o cronograma for mantido e a ordem de serviço ocorrer logo após a contratação, a nova moradia estudantil poderá ser concluída em 2027.
Como será a Casa do Estudante
O prédio terá 830,5 metros quadrados de área construída e será planejado especificamente para receber acadêmicos da universidade.
Serão 35 quartos, todos com banheiro individual. A estrutura também contará com cozinha, lavanderia coletiva, áreas de estudo e espaços de convivência.
O projeto foi desenvolvido com critérios de acessibilidade para permitir o uso das instalações por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A construção será feita em terreno da própria Unioeste, na Avenida Tarquínio Joslin dos Santos. O espaço fica na divisa entre o campus e uma propriedade particular e terá acesso independente pela rua.
Primeira parcela já está garantida
Dos quase R$ 3,8 milhões previstos para a obra, R$ 1.881.441 já foram incluídos pelo Governo do Paraná no orçamento para execução ainda em 2026.
O recurso foi aberto no fim de agosto e corresponde a aproximadamente metade do valor máximo previsto na licitação. A previsão da universidade é utilizar essa primeira parcela conforme o avanço inicial da construção.
A liberação faz parte dos investimentos estaduais destinados à implantação de moradias estudantis da Unioeste. Além de Foz do Iguaçu, recursos também foram previstos para estruturas em outros campi da instituição.
Projeto atende reivindicação antiga
A construção da Casa do Estudante não é uma discussão recente dentro da Unioeste. Documentos de planejamento da universidade mostram que a implantação de uma moradia para acadêmicos de Foz já aparecia entre as ações previstas há vários anos.
Em relatório referente às ações de 2017, por exemplo, a universidade já citava a construção da Casa do Estudante como uma demanda do campus e informava que buscava recursos para viabilizar o projeto. Atualmente, a obra também integra o planejamento estratégico institucional da Unioeste.
Para o diretor do campus de Foz do Iguaçu, Sérgio Moacir Fabriz, a estrutura deverá ajudar principalmente estudantes que chegam de outras cidades e enfrentam dificuldades para se manter no município durante a graduação.
Foz recebe acadêmicos de diferentes regiões por meio de processos como o Sistema de Seleção Unificada, o Sisu, além das demais formas de ingresso oferecidas pela universidade. Para parte desses alunos, aluguel e alimentação estão entre os principais custos para permanecer na cidade.
Universidade já oferece auxílio para aluguel
Enquanto a moradia estudantil não fica pronta, a Unioeste mantém um programa de auxílio-moradia destinado a estudantes de baixa renda que precisam mudar de cidade para continuar os estudos.
Segundo informações da própria universidade, o benefício é de R$ 300 mensais durante seis meses e pode ser prorrogado por igual período mediante comprovação das despesas. A instituição informa que o programa busca auxiliar os acadêmicos justamente enquanto as Casas do Estudante não são concluídas.
A assistência estudantil também inclui refeições subsidiadas nos restaurantes universitários. Em Foz do Iguaçu, há atendimento no campus e no Parque Tecnológico Itaipu. Conforme a Unioeste, a refeição custa R$ 4 para estudantes e R$ 2,50 para acadêmicos em situação de vulnerabilidade inscritos no CadÚnico.
Com a conclusão da licitação e a contratação da empresa, a Casa do Estudante deverá transformar uma reivindicação antiga em uma estrutura permanente de assistência estudantil no campus de Foz do Iguaçu.
Fonte: Portal da Cidade
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